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Justiça
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Aumento de 255 mil medidas protetivas em 2026 destaca risco à mulher

Crescimento das solicitações ocorre em meio a aumento de feminicídios.

Ricardo Alves31 de maio de 2026 às 13:20
Aumento de 255 mil medidas protetivas em 2026 destaca risco à mulher

No primeiro trimestre de 2026, a Justiça do Brasil concedeu 255.123 medidas protetivas, número significativamente superior ao registrado em períodos anteriores, marcando um aumento alarmante na defesa das mulheres em situações de risco.

A cada 30 segundos, uma mulher recebe proteção judicial no país.

Os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que o mês de maio de 2026 teve um recorde histórico com 93.782 medidas, representando um aumento de 13,4% em relação ao máximo anterior de setembro de 2025.

Essas medidas, que visam proteger mulheres vítimas de violência, são geralmente solicitadas após a denúncia em delegacias especiais ou diretamente ao juiz, conforme a Lei Maria da Penha.

Crescimento em meio à violência

Entretanto, esse crescimento nas medidas protetivas ocorre paralelamente ao aumento preocupante de feminicídios; só nos primeiros três meses deste ano, 399 mulheres foram vítimas de assassinatos relacionados à violência de gênero, o número mais alto desde 2015.

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O aumento da proteção se dá em um cenário de violência crescente, onde mulheres se sentem mais encorajadas a buscar Justiça

Nathalie Malveiro, procuradora de Justiça Criminal.

Apesar do aumento nas medidas protetivas, a realidade é que muitas vítimas de feminicídio não registram ocorrências ou buscam essa proteção, como indica um estudo do Ministério Público de São Paulo, que revela que 3% das vítimas recebeu medidas de proteção.

Romper o silêncio e buscar medidas protetivas é crucial para prevenir homicídios de mulheres.

Novas medidas e fiscalização

A Lei 15.383, aprovada em 2026, permite a colocação imediata de tornozeleiras eletrônicas em agressores, aumentando a proteção da vítima e permitindo monitoramento em tempo real da aproximação do agressor.

A eficácia das políticas de proteção, segundo a procuradora Malveiro, depende de uma fiscalização rigorosa para garantir que as medidas sejam cumpridas e efetivas na proteção das mulheres.

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