Tribunal mantém uso do apelido 'Careca do INSS' em investigações
Desembargadores dizem que o termo não ofende reputação do empresário.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal decidiu que o apelido 'Careca do INSS' pode continuar a ser utilizado em matérias jornalísticas que tratam de fraudes no instituto, rejeitando uma queixa do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes.
Os desembargadores da Terceira Turma do tribunal concluíram, por unanimidade, que a utilização do nome não possui conotação ofensiva, após a análise de um recurso apresentado por Antunes que alegava calúnia e difamação.
✨ Antunes é considerado pela Polícia Federal como o principal operador em casos de fraudes de benefícios do INSS.
A defesa do empresário questionou o uso do apelido, argumentando que os jornalistas o empregaram de maneira pejorativa. Eles sustentaram que a expressão foi reiteradamente usada na cobertura das investigações, ferindo a reputação de Antunes.
No entanto, ao avaliar o caso, o relator Jesuíno Rissato destacou que o apelido se tornou uma ferramenta de identificação pública e não um meio de ataque pessoal a Antunes, que se encontra em custódia.
Contexto
O empresário está envolvido em um esquema de fraudes de descontos irregulares em benefícios do INSS, sendo descrito pela Polícia Federal como um lobista com intensa movimentação financeira.
Em maio do ano anterior, a 6ª Vara Criminal de Brasília já havia negado um pedido similar, e agora a decisão foi mantida, solidificando a ideia de que o uso do apelido na mídia não visa ofensiva.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Justiça

Alexandre de Moraes rejeita pedido da Defensoria sobre perito Tagliaferro
Decisão do STF afirma legalidade na nomeação da DPU para defesa

STF retoma julgamento de Silas Malafaia por injúria e calúnia
Relator defende que denúncia é válida e com indícios suficientes

Curatela é estabelecida para Fernando Henrique Cardoso devido à saúde
Medida legal visa garantir gestão de bens e cuidados do ex-presidente

Ministério Público processa Havan por Estátua da Liberdade em São Luís
Ação judicial pede indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos





