Yale é acusada de discriminação racial pelo Departamento de Justiça dos EUA
Investigações revelam seleção de candidatos baseada em raça

Nesta quinta-feira, 14, o Departamento de Justiça dos EUA denunciou a Faculdade de Medicina da Universidade de Yale por supostas práticas discriminatórias contra candidatos brancos e asiáticos, resultado de uma investigação recente dedicada à diversidade na instituição.
Essa ação acontece no contexto de uma campanha mais ampla do ex-presidente Donald Trump, que critica universidades americanas por promoverem uma ideologia que considera 'woke'. Este termo, frequentemente usado por conservadores, serve para desaprovar políticas inclusivas e progressistas.
✨ O departamento afirma que documentos internos de Yale indicam que a instituição seleciona candidatos com base em sua etnia.
Segundo o Departamento de Justiça, dados de admissão mostram que alunos negros e hispânicos possuem vantagens significativas na aprovação em comparação com brancos e asiáticos com desempenho similar nos exames. Essa alegação é sustentada pela recente decisão da Suprema Corte, que declarou ilegais as ações afirmativas que universitários tinham adotado para fomentar a diversidade em suas seleções.
O Departamento de Justiça assegura que a Yale não seguiu essa decisão judicial, continuando a adotar critérios de admissão que priorizam a origem racial dos candidatos. Antes de tomar qualquer medida legal, a instituição federal busca um entendimento com Yale para que esta se adeque à legislação vigente.
Na mesma linha, o governo Trump havia feito acusações semelhantes contra a Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia na semana anterior. A ofensiva do ex-presidente contra as instituições de ensino superior inclui a utilização de recursos federais como barganha para forçar mudanças nas políticas educacionais que considera excessivamente progressistas.
Além disso, ele tem reduzido ou congelado financiamento para pesquisa universitária, como parte de uma estratégia de cortes orçamentários mais amplos desde que assumiu o cargo em janeiro de 2025.
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