Voltar
meio-ambiente
2 min de leitura

Aliança dos Povos Tradicionais é lançada em defesa da Mata Atlântica

Grupo busca fortalecer políticas públicas para proteção ambiental

Gabriel Rodrigues27 de maio de 2026 às 20:35
Aliança dos Povos Tradicionais é lançada em defesa da Mata Atlântica

Na quarta-feira (27), em São Paulo, representantes de comunidades tradicionais anunciaram a criação da Aliança dos Povos e Comunidades Tradicionais Guardiões da Mata Atlântica durante um evento na Faculdade de Direito da USP, em celebração ao Dia Nacional da Mata Atlântica.

A aliança tem como objetivo defender o bioma e reivindicar políticas públicas que garantam os territórios dos grupos envolvidos, que incluem indígenas, caiçaras, quilombolas, caboclos, pescadores artesanais e marisqueiras de diversas regiões do país.

Atualmente, a Mata Atlântica conserva apenas 12,4% de sua vegetação original e é vital para mais de 145 milhões de brasileiros.

Conforme informações apresentadas, a Mata Atlântica, que cobria 15% do Brasil, abriga mais de 20 mil espécies de plantas e mais de 2 mil espécies de vertebrados. A preservação deste bioma é crucial, pois fornece água para uma significativa parte da população brasileira.

Objetivos e desafios

Ivanildes Kerexu, coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa, destacou que a aliança visa fortalecer a colaboração entre os povos tradicionais e facilitar o acesso a políticas que promovam tanto a preservação ambiental quanto os direitos territoriais.

"

A união é fundamental para enfrentarmos as ameaças que nossas comunidades sofrem. Precisamos de políticas que nos apoiem.

Ivanildes Kerexu

Durante o lançamento, a deputada Sonia Guajajara destacou os riscos das atividades de exploração mineral e da pressão econômica enfrentada por essas comunidades. Os integrantes da aliança alertaram sobre as perigosas consequências de empreendimentos em larga escala, especulação imobiliária e a utilização descontrolada de defensivos agrícolas.

Os principais desafios incluem a exploração de petróleo e o turismo predatório, que ameaçam a integridade da Mata Atlântica.

A aliança também pretende funcionar como uma rede de proteção, buscando diálogo com autoridades e movimentos sociais. Embora tenham apresentado objetivos gerais, não foram divulgados planos específicos ou um cronograma de ações até o momento.

Não perca nenhuma notícia!

Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.

Ao assinar, você concorda com nossa política de privacidade.

Gostou desta notícia? Compartilhe!

Mais de meio-ambiente