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Meio Ambiente
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Aquecimento global chega a recordes históricos até 2027

Expectativa de novos recordes de temperatura devido ao El Niño.

Gabriel Rodrigues13 de julho de 2026 às 10:45
Aquecimento global chega a recordes históricos até 2027

Em 2026, o aumento da temperatura média global registrou um salto, com a possibilidade de novos recordes de calor entre o final deste ano e 2027. O serviço de mudanças climáticas da União Europeia, Copernicus, relatou que os dados mais recentes revelam que o planeta está avançando rapidamente nas classificações dos anos mais quentes.

Atualmente, janeiro de 2026 é considerado o quinto mais quente já documentado, enquanto maio e junho alcançaram a segunda posição em suas respectivas categorias. Esses dados se baseiam nas medições do sistema ERA5, uma das principais fontes de informações climáticas utilizadas globalmente.

O fenômeno El Niño e o aquecimento global estão aumentando as chances de novos recordes de temperatura.

Embora a anomalia da temperatura global tenha diminuído de +1,49°C em fevereiro para +1,39°C em junho em comparação ao período pré-industrial, isso não impediu que os meses quentes ganhassem posições mais altas no ranking histórico. A explicação para essa discrepância é que os meses mais frios exigem anomalias menores para figurar entre os mais quentes.

Apesar de junho ser o segundo mês mais quente globalmente, algumas regiões, como o Centro-Sul do Brasil, relataram temperaturas abaixo da média devido a massas de ar polar. Isso demonstra que, embora a média global esteja em alta, há variações significativas em diferentes áreas do planeta.

Impacto regional

Os maiores aumentos de temperatura foram observados no Hemisfério Norte, incluindo a Europa e a Ásia Central, onde anomalias de +3°C a +5°C foram reportadas.

Além disso, a temperatura média da superfície dos oceanos também estabeleceu recordes em junho, acompanhando o fortalecimento do fenômeno El Niño. A previsão é que esse evento climático possa ser um dos mais intensos do século, com anomalias próximas a 3°C.

Essas mudanças climáticas estão interligadas, e a combinação entre o fortalecimento do El Niño e o aquecimento global pode aumentar as chances de novos recordes mensais ainda em 2026, uma tendência que pode continuar em 2027. Especialistas observam que, embora seja prematuro determinar que 2027 será o ano mais quente, as previsões indicam um cenário preocupante.

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