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Colômbia sedia conferência internacional sobre combustíveis fósseis

Evento reúne líderes globais para debater transição energética

Tiago Abech23 de abril de 2026 às 10:15
Colômbia sedia conferência internacional sobre combustíveis fósseis

Representantes de aproximadamente 60 países, juntamente com comunidades indígenas, autoridades locais e especialistas, reúnem-se na cidade de Santa Marta, Colômbia, a partir desta sexta-feira (24), para a 1ª Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis.

O objetivo central deste encontro é coletar subsídios que ajudem na formulação do Mapa do Caminho, uma estratégia global visando a redução da dependência mundial de combustíveis fósseis.

A conferência, promovida pelos governos da Colômbia e da Holanda, busca promover um debate horizontal e democrático sobre a transição energética.

Os organizadores esclarecem que o evento não se configura como um órgão de negociação formal e não pretende substituir a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC).

Programação da Conferência

A agenda inclui debates estruturados em três eixos principais, além da criação de uma coalizão de países dispostos a compartilhar experiências e implementar iniciativas fiscais, financeiras e regulatórias já utilizadas em suas nações.

Nos dias 28 e 29 de abril, haverá uma cúpula de líderes onde concluirá a Plenária Geral.

O Mapa do Caminho, primeiro proposto pelo Brasil durante a COP30, realizada em Belém, está atualmente em desenvolvimento e deve ser finalizado até a COP31, que ocorrerá em Antália, Turquia.

Até agora, 80 nações já manifestaram apoio à construção dessa estratégia, embora Estados Unidos, China e Índia tenham optado por não participar.

No Brasil, a mobilização em torno da proposta é robusta, com diversas organizações contribuindo para o debate.

Ricardo Fujii, especialista do WWF-Brasil, afirma que a participação brasileira na conferência oferece uma oportunidade única para unir esforços e tornar as propostas globais em ações concretas.

A coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade, ressalta a importância do evento na Amazônia, especialmente em um momento em que há tentativas de exploração de petróleo na região.

"

"Explorar petróleo e gás na Amazônia terá consequências socioambientais significativas. Esperamos que os países reconheçam a urgência de impedir a expansão da indústria fóssil na região antes que os danos sejam irreversíveis."

Mariana Andrade

Contexto

A Conferência busca promover uma transição energética justa e eficaz, destacando a relevância da Amazônia na luta contra a mudança climática global.

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