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Meio Ambiente
2 min de leitura

Desmatamento na Mata Atlântica atinge menor nível histórico, mas riscos persistem

Média de desmatamento diminui, mas áreas remanescentes continuam sob pressão.

Carlos Silva27 de maio de 2026 às 04:20
Desmatamento na Mata Atlântica atinge menor nível histórico, mas riscos persistem

Em 2026, o Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado em 27 de maio, traz um panorama de celebração e preocupação. Apesar de o desmatamento ter alcançado sua menor taxa histórica, o bioma, que abriga 70% da população brasileira, ainda mantém apenas 24% de sua cobertura original.

Dados do Atlas dos Remanescentes Florestais

Os dados provêm do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica 2024–2025, um estudo da Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desde 1985, a pesquisa monitora a evolução dos remanescentes em 17 estados cobertos pela Lei da Mata Atlântica.

Cerca de 12,4% da cobertura original é composta por florestas maduras.

Do total remanescente, apenas 12,4% refere-se a florestas maduras, essenciais para a preservação da biodiversidade e regulação climática. O monitoramento do Atlas, que cobre 99,6% dos 130,9 milhões de hectares da área preciosa, destaca as áreas sem degradação aparente.

Queda no desmatamento

Entre 2024 e 2025, houve uma queda de 40% no desmatamento de florestas maduras em comparação ao período anterior, com a destruição reduzida de 14.366 hectares para 8.658 hectares. Este é o menor desmatamento registrado desde 1985, uma conquista refletida em uma devastação diária de 23,7 hectares.

Nos últimos anos, a redução acumulada é de 60%, e em quatro décadas de estudos, também foi a primeira vez que a perda anual ficou abaixo de 10 mil hectares.

Desmatamento concentrado em cinco estados

Embora o desmatamento tenha diminuído, a concentração continua problemático. Minas Gerais liderou a perda com 3.092 hectares, seguida pela Bahia e outros estados. Esses cinco locais juntos somam 91% da devastação recente, mesmo com Piauí e Bahia apresentando quedas significativas.

Pelo menos 70% das áreas desmatadas estavam em terras privadas.

Pressão contínua sobre restingas

Os cientistas apontam que mesmo com a redução do desmatamento, regiões como as restingas ainda estão sob ameaça. Em 2025, 457 hectares foram perdidos, valor que se manteve estável desde o ano anterior. O Ceará é o mais afetado, o que alerta para a persistência do problema.

Objetivo de desmatamento zero até 2030

Os autores do estudo acreditam que a queda no desmatamento evidencia a eficácia dos controles ambientais em ação. O relatório cita práticas como fiscalização rigorosa e embargos que contribuíram para o progresso recente. O desafio a seguir é implementar políticas duradouras para alcançar a meta de desmatamento zero até 2030.

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