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Dia Mundial da Abelha destaca meliponicultura no Pará

Iniciativa em Monte Alegre fortalece comunidades e biodiversidade.

Gabriel Rodrigues20 de maio de 2026 às 19:40
Dia Mundial da Abelha destaca meliponicultura no Pará

O Dia Mundial da Abelha, celebrado nesta quarta-feira (20), enfatiza a relevância desses polinizadores na biodiversidade e na segurança alimentar. Em Monte Alegre, no Baixo Amazonas, a data é ainda mais significativa devido ao trabalho de meliponicultura realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará (Ideflor-Bio).

Na região, a criação de abelhas sem ferrão tem não apenas impulsionado a geração de renda, mas também contribuído para a preservação ambiental em áreas protegidas. Na Área de Proteção Ambiental (APA) Paytuna, 20 famílias se beneficiam da iniciativa, que já estabeleceu mais de 500 colônias de abelhas sem ferrão.

A produção anual chega a cerca de 1.400 quilos de mel, destacando-se a espécie Melipona interrupta, conhecida como Jupará, uma abelha nativa da Amazônia, reconhecida por sua qualidade e papel crucial na polinização.

As atividades do Ideflor-Bio abrangem as comunidades de Lages, Paytuna, Santana do Paytuna e Ererê, que cercam o Parque Estadual Monte Alegre. Em 2025, o instituto retomou a orientação técnica para meliponicultores, promovendo uma prática ancestral que une conservação ambiental à valorização dos conhecimentos locais.

O Ideflor-Bio busca aumentar a produtividade dos meliponários, oferecendo diretrizes sobre o manejo das abelhas sem ferrão e promovendo técnicas sustentáveis. Essa assistência técnica não só melhora a produção, mas também fortalece a autonomia das famílias, respeitando os modos de vida locais.

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Garantir a orientação adequada é um avanço importante no fortalecimento da produção comunitária e das políticas públicas voltadas às populações tradicionais. A meliponicultura une produção, conservação ambiental e identidade cultural

Itajury Kishi, gerente da GRCN-I.

Durante as visitas técnicas, a equipe também realizou escutas comunitárias para planejar ações futuras, identificando as necessidades específicas de cada localidade. O diálogo com os produtores revelou desafios e oportunidades na cadeia produtiva do mel na APA Paytuna, promovendo uma gestão ambiental participativa.

A experiência em Monte Alegre demonstra como práticas de manejo sustentável podem reverberar positivamente em áreas protegidas. Ao combinar orientação técnica, valorização de saberes tradicionais e conservação da biodiversidade, o Ideflor-Bio mostra que proteger as abelhas é investir no futuro das comunidades amazônicas e na proteção da floresta.

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