Instrução normativa do Ibama busca intensificar o controle sobre a comercialização da espécie.

O governo brasileiro anunciou uma nova instrução normativa que impõe regras rigorosas para a exportação, importação e reexportação do tubarão-azul, conhecido cientificamente como Prionace glauca. A espécie, que é comercializada globalmente, está agora sob maior proteção.
O anúncio ocorreu durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional da Fauna e Flora Silvestres Ameaçadas (CITES), realizada em Campo Grande (MS) na última quinta-feira. A decisão visa consolidar os compromissos do Brasil com a conservação de espécies migratórias.
"O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a biodiversidade e a sustentabilidade por meio de ações concretas
✨ A nova norma proíbe a exportação de barbatanas e limita a captura de tubarões-azuis.
A inclusão do tubarão-azul no Anexo II da CITES em 2023 implica que sua exploração deve ser controlada para evitar a extinção da espécie.
A instrução normativa proíbe a extração de barbatanas separadas do corpo e veda a captura de fêmeas e filhotes, estabelecendo limites claros para a pesca desta espécie. Além disso, opera uma unificação das regras já existentes.
Rodrigo Agostinho, presidente do Ibama, destaca que a nova abordagem visa uma gestão pesqueira mais robusta e transparente. A adequação das normas reflete a necessidade de garantir a exploração sustentável, além de contribuir para o fortalecimento da economia verde.
Ademais, as importações do tubarão-azul agora requerem documentação rigorosa, como licenças emitidas pelo país de origem e garantias de que a comercialização não afetará a sobrevivência da espécie.
Os novos regulamentos visam não só prevenir a captura irregular, mas também possibilitar a devolução ou destruição de cargas que não atendam aos padrões exigidos.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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