IFACC capta quase US$ 1 bilhão para agricultura sustentável até 2025
Iniciativa visa financiar produção agropecuária livre de desmatamento.

A Iniciativa Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC) alcançou, em quatro anos, um total de US$ 954,1 milhões em financiamento para a agropecuária sem desmatamento, demonstrando um impacto significativo na sustentabilidade.
Lançada durante a COP de Glasgow em 2021, a iniciativa é conduzida por The Nature Conservancy (TNC), Tropical Forest Alliance e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com a meta de atingir US$ 1 bilhão até 2025. Marcos Gambi, da TNC, destaca que, apesar das dificuldades como juros elevados e desafios climáticos, o setor de finanças sustentáveis no agronegócio se expandiu.
✨ Em 2025, a IFACC registrou seu maior desembolso de US$ 442,2 milhões, um aumento de 68,8% em relação ao ano anterior.
Seis novas instituições financeiras, incluindo o Banco do Brasil e movimentações de capital, elevaram o número total de membros da rede para 26, abrangendo bancos, empresas de ativos e do agronegócio. Até agora, o financiamento promoveu 668 mil hectares de soja sustentável e aumento da produção de gado, com destaque para os 320 mil hectares em 2025.
Concentração de recursos e novos produtos financeiros
Os dados indicam que o Cerrado concentra 97,8% dos investimentos, totalizando US$ 900 milhões só para soja, enquanto a Amazônia recebeu apenas 2,2% dos fundos. Gambi ressalta que o Cerrado possui uma forte aptidão agropecuária, tornando-se um ambiente mais favorável para investimentos.
Contexto adicional
Na Amazônia, práticas comuns são o extrativismo e a pecuária agroflorestal, que apresentam ciclos de produção mais longos e menos atrativos para o mercado financeiro convencional.
Apesar do volume limitado de recursos para a Amazônia, as instituições financeiras têm gradualmente ampliado a gama de produtos voltados para o bioma, com das iniciativas, nove focadas em extrativismo e agroflorestal.
O Fundo de Capital Catalítico para a Transição Agropecuária (CCAT), lançado em novembro de 2025, pretende atrair até US$ 2 bilhões até 2030. Este fundo, que já conta com um aporte inicial de US$ 50 milhões, tem o objetivo de incentivar mais US$ 800 milhões em investimentos privados.
Gambi defende que a combinação de instrumentos públicos e privados é crucial para a viabilidade do financiamento sustentável, citando o Programa Ecoinvest, que mobilizou R$ 16,5 bilhões para recuperação de áreas degradas.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de meio-ambiente

Justiça condena desmatador no Pará a R$ 84,8 milhões
Decisão impacta biodiversidade e recursos hídricos na Amazônia

Frigoríficos no Cerrado têm 96% comprometimento baixo com desmatamento
Relatório revela falhas no controle socioambiental na cadeia de carne bovina

Remineralizadores reduzem emissões de gases em pastagens do Cerrado
Estudo revela que pós de rocha têm impacto positivo na agricultura sustentável

Brasil pode perder R$ 47 bilhões com petróleo na Foz do Amazonas
Estudo da WWF-Brasil alerta para riscos financeiros em energias fósseis





