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meio-ambiente
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IFACC capta quase US$ 1 bilhão para agricultura sustentável até 2025

Iniciativa visa financiar produção agropecuária livre de desmatamento.

Ricardo Alves25 de maio de 2026 às 05:15
IFACC capta quase US$ 1 bilhão para agricultura sustentável até 2025

A Iniciativa Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco (IFACC) alcançou, em quatro anos, um total de US$ 954,1 milhões em financiamento para a agropecuária sem desmatamento, demonstrando um impacto significativo na sustentabilidade.

Lançada durante a COP de Glasgow em 2021, a iniciativa é conduzida por The Nature Conservancy (TNC), Tropical Forest Alliance e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, com a meta de atingir US$ 1 bilhão até 2025. Marcos Gambi, da TNC, destaca que, apesar das dificuldades como juros elevados e desafios climáticos, o setor de finanças sustentáveis no agronegócio se expandiu.

Em 2025, a IFACC registrou seu maior desembolso de US$ 442,2 milhões, um aumento de 68,8% em relação ao ano anterior.

Seis novas instituições financeiras, incluindo o Banco do Brasil e movimentações de capital, elevaram o número total de membros da rede para 26, abrangendo bancos, empresas de ativos e do agronegócio. Até agora, o financiamento promoveu 668 mil hectares de soja sustentável e aumento da produção de gado, com destaque para os 320 mil hectares em 2025.

Concentração de recursos e novos produtos financeiros

Os dados indicam que o Cerrado concentra 97,8% dos investimentos, totalizando US$ 900 milhões só para soja, enquanto a Amazônia recebeu apenas 2,2% dos fundos. Gambi ressalta que o Cerrado possui uma forte aptidão agropecuária, tornando-se um ambiente mais favorável para investimentos.

Contexto adicional

Na Amazônia, práticas comuns são o extrativismo e a pecuária agroflorestal, que apresentam ciclos de produção mais longos e menos atrativos para o mercado financeiro convencional.

Apesar do volume limitado de recursos para a Amazônia, as instituições financeiras têm gradualmente ampliado a gama de produtos voltados para o bioma, com das iniciativas, nove focadas em extrativismo e agroflorestal.

O Fundo de Capital Catalítico para a Transição Agropecuária (CCAT), lançado em novembro de 2025, pretende atrair até US$ 2 bilhões até 2030. Este fundo, que já conta com um aporte inicial de US$ 50 milhões, tem o objetivo de incentivar mais US$ 800 milhões em investimentos privados.

Gambi defende que a combinação de instrumentos públicos e privados é crucial para a viabilidade do financiamento sustentável, citando o Programa Ecoinvest, que mobilizou R$ 16,5 bilhões para recuperação de áreas degradas.

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