Imaflora lança guia sobre pecuária ilegal em terras indígenas
Documento visa ajudar frigoríficos a combater a pecuária ilegal na Amazônia

Nesta quinta-feira, 25 de junho, o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) divulgou um guia voltado para a gestão de riscos relacionados à pecuária ilegal em terras indígenas na Amazônia. A iniciativa tem como público-alvo frigoríficos e redes de varejo que compram carne dessas empresas, visando coibir práticas ilegais.
Com 60 páginas, o guia compila recomendações que visam aprimorar políticas e procedimentos para a aquisição de gado proveniente de áreas próximas a essas terras. A elaboração do documento contou com o suporte técnico da consultoria Tewá 225. Fernanda Mallak, diretora técnica da consultoria, ressalta que as terras indígenas são cruciais na preservação da vegetação nativa e da biodiversidade.
✨ O guia fornece um passo a passo para o monitoramento das compras de gado, além de um mapeamento das áreas de maior risco na Amazônia Legal.
Entre as principais orientações estão o fortalecimento da rastreabilidade, a criação de canais de denúncia e a promoção de um diálogo ativo com as comunidades indígenas. Maurício Forlani, coordenador de Projetos do Imaflora, enfatiza que o guia oferece um arcabouço completo para abordar e solucionar os problemas associados à pecuária ilegal.
Embora já existam legislações que proíbem a compra de gado de áreas sobrepostas a terras indígenas, Forlani esclarece que o guia não é um protocolo obrigatório, mas sim um conjunto de boas práticas recomendadas para mitigar riscos. O foco é a questão dos fornecedores indiretos, um desafio que ainda persiste nas práticas de monitoramento.
Contexto
O guia está disponível gratuitamente no site do Programa Boi na Linha e destina-se a influenciar práticas comerciais para uma pecuária mais responsável.
A proposta do guia não é excluir as áreas consideradas de risco da cadeia de fornecimento, mas sim promover uma atividade pecuária que respeite normas sociais e ambientais. Forlani conclui destacando que a iniciativa visa transformar todos os elos da cadeia produtiva, identificando zonas problemáticas e implementando políticas estruturadas de gestão de risco.
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