Dados de auditoria revelam problemas em compras de gado da região.

De acordo com o recente ciclo de auditorias do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne, 8% das vendas diretas de gado para frigoríficos na Amazônia Legal entre janeiro de 2023 e dezembro de 2024 apresentaram inconformidades socioambientais, conforme anunciado pelo Ministério Público Federal (MPF). Este percentual ultrapassa o limite de tolerância de 4% estabelecido pela Procuradoria.
Os frigoríficos têm a responsabilidade de garantir que seus fornecedores não estejam associados a práticas ilegais, incluindo desmatamento e exploração trabalhista. O MPF tem convocado as principais empresas do setor para que realizem auditorias, mas nem todos os frigoríficos foram incluídos nas análises.
✨ As auditorias realizadas nos últimos dois anos cobriram 26 milhões de cabeças de gado.
Embora as empresas auditadas representem uma parte significativa do mercado, a análise do MPF revelou que 57% das compras apresentaram irregularidades, embora estas tenham sido justificadas por algumas empresas. Para aquelas que não passaram por auditoria, uma análise automatizada questionou a conformidade das transações.
No Pará, que iniciou as auditorias, o índice de inconformidade encontrado foi de 5,4%, um dos melhores resultados da série histórica. Em Mato Grosso, as empresas auditadas apresentaram 4,6% de irregularidades, enquanto no Acre esse número subiu para 24,1%.
Em Rondônia, o índice de inconformidade foi de 16,7%, e no Amazonas, 41,1% nas auditorias realizadas. Em Tocantins, o menor índice foi de 0,2% entre as empresas auditadas.
O TAC da Carne é um acordo que visa promover práticas de sostenibilidade e legalidade no fornecimento de gado, crucial para a conservação ambiental na Amazônia.
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