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João Paulo Capobianco anuncia ações para combater incêndios florestais

Medidas incluem aumento de recursos e monitoramento contra queimadas

Acro Rodrigues06 de junho de 2026 às 14:55
João Paulo Capobianco anuncia ações para combater incêndios florestais

O ministro João Paulo Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, anunciou nesta sexta-feira (5) um conjunto de medidas para prevenir incêndios florestais, frente à expectativa de um novo El Niño em 2026.

Durante seu pronunciamento em rede nacional, ele destacou avanços significativos na redução do desmatamento e na recuperação de áreas degradadas, além de investimentos direcionados ao desenvolvimento sustentável.

Amazônia registrou queda de 50% no desmatamento nos últimos três anos.

Medidas de combate e prevenção

Capobianco informou que o ministério implementou um monitoramento mais rigoroso e mobilizou o maior número de brigadistas da história da pasta para combater incêndios. Houve ainda um aumento no número de aeronaves e equipamentos dedicados ao combate a queimadas, com um investimento acima de R$ 500 milhões aos corpos de Bombeiros das regiões mais afetadas.

O ministro também falou sobre a criação de mais de dez novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e territórios quilombolas, somando 3,4 milhões de hectares recuperados em ações de restauração ecológica.

O Fundo Amazônia foi reativado com o apoio de nove países financiadores.

Investimentos no desenvolvimento sustentável

Capobianco anunciou um total de R$ 204 bilhões, provenientes de recursos públicos e privados, que serão destinados a iniciativas de desenvolvimento sustentável. No setor energético, há um foco em substituir combustíveis fósseis por biocombustíveis e eletrificação, com incentivos para renovação de frotas.

Para o setor agropecuário, as novas políticas se concentram na mitigação de riscos climáticos e controle de incêndios em áreas produtivas, além de atender demandas ambientais que influenciam acordos comerciais.

Desafios e previsões futuras

Embora as medidas tenham sido anunciadas, o pronunciamento careceu de detalhes sobre impactos específicos em cadeias produtivas e a falta de um cronograma operacional pode levar a incertezas para os produtores rurais. A aplicação efetiva dessas políticas e suas consequências para a produção agrícola ainda dependerão de regulamentações complementares e das condições climáticas que se desenvolverão ao longo de 2026.

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