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política
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EUA impõem tarifa de 25% ao Brasil por desmatamento alegado

Justificativa é contestada por especialistas e dados do MapBiomas

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 17:10
EUA impõem tarifa de 25% ao Brasil por desmatamento alegado

Os Estados Unidos decidiram implementar uma taxa de 25% sobre produtos exportados do Brasil, justificando a medida com alegações de desmatamento. Essa ação gerou reações negativas entre especialistas que contestam a veracidade das justificativas apresentadas.

Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, afirma que o governo Trump utiliza a questão ambiental como uma fachada para criar barreiras comerciais. 'A administração Trump se afastou totalmente das questões ambientais internacionais, como demonstrado ao sair do Acordo de Paris', destacou.

A tarifa imposta não leva em consideração os esforços do Brasil na redução do desmatamento, que em 2025 caiu para menos de 1 milhão de hectares.

Os dados do MapBiomas revelam que o desmatamento no Brasil em 2025 totalizou 984.794 hectares, representando uma queda de 20,6% em comparação a 2024. Isso marca um marco significativo, sendo a primeira vez desde 2019 que a área desmatada ficou abaixo de 1 milhão de hectares.

Desmatamento por Bioma

A análise dos biólogos mostra que os biomas Amazônia e Cerrado juntos foram responsáveis por mais de 84% do desmatamento. No Cerrado, o número chegou a 540.614 hectares, o que representa 54,9% do total, apesar de uma redução de 16,9% em relação ao ano anterior. Na Amazônia, foram desmatados 289.478 hectares, uma diminuição de 23,5%.

  • 1Cerrado: 540.614 hectares desmatados
  • 2Amazônia: 289.478 hectares desmatados
  • 3Pantanal: 12.260 hectares desmatados, redução de 48,4%.

O estudo do MapBiomas indica que a expansão da agropecuária é a principal causa do desmatamento, respondendo por mais de 97% da perda de vegetação nativa nos últimos sete anos. Em 2025, 99% da vegetação desmatada estava ligada ao setor agropecuário.

Contexto

O trabalho do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem sido crucial para o combate ao desmatamento, com apoio do Fundo Amazônia para intensificar a fiscalização.

Embora os dados indiquem uma tendência de redução, o desmatamento relacionado a urbanização e expansão de energias renováveis continua a ser uma preocupação, evidenciando a necessidade de políticas públicas efetivas para proteger o meio ambiente.

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