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meio-ambiente
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Mato Grosso estabelece compromisso para zerar uso de lenha nativa até 2034

Estado busca mitigar impactos ambientais na geração de energia

Fernanda Lima09 de junho de 2026 às 12:30
Mato Grosso estabelece compromisso para zerar uso de lenha nativa até 2034

O governo de Mato Grosso firmou um Termo de Compromisso Ambiental que visa erradicar o uso de lenha proveniente de florestas nativas em usinas de energia até 2034, respondendo à crescente demanda por produtos florestais no estado.

Compromissos e metas estabelecidas

Assinado pelo governador Otaviano Pivetta, o termo pretende reduzir o consumo de lenha nativa nas agroindústrias, especialmente em instalações como as usinas de etanol de milho, que têm crescido rapidamente. O TCA surge após um inquérito do Ministério Público, que apurou possíveis irregularidades no uso de matéria-prima florestal.

A meta é zerar o uso de lenha nativa até 2034, com reduções anuais graduais.

Os dados do IBGE revelam que, entre 2021 e 2024, o uso de matéria-prima florestal cresceu dramaticamente, superando 7,4 milhões de metros cúbicos devido à expansão das agroindústrias. Ao mesmo tempo, a área dedicada ao plantio de eucalipto, uma alternativa de biomassa, teve uma queda de 3,5%.

Desafios e o futuro sustentável

O TCA destaca as complicações que o aumento na demanda sem uma estratégia bem estruturada pode trazer para a produção de energia renovável. Com mais de dez usinas de etanol de milho em operação e várias outras planejadas, o estado enfrenta uma possível escassez de biomassa.

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Diante do crescimento acelerado da indústria de etanol de milho, Mato Grosso precisa de planejamento para evitar um 'apagão' de matéria-prima florestal.

Plano de Ação

O governo terá que estabelecer um novo decreto regulamentador em 30 dias, que incluirá metas para expandir a área de florestas plantadas e de manejo sustentável até 2040.

  • 1Aumentar a área de floresta plantada para 700 mil hectares até 2040.
  • 2Expandir a área de manejo florestal sustentável para 6,5 milhões de hectares até 2040.
  • 3Reduzir o uso de lenha nativa gradualmente até atingir zero em 2034.

Além disso, as empresas terão o prazo de 90 dias para se adequarem às novas regras estabelecidas pelo TCA, incluindo a comprovação da origem da lenha utilizada e a elaboração de planos de plantio para sustentar a demanda energética.

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