Nova regulamentação visa aprimorar a qualidade e comércio de coprodutos

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou uma nova portaria que cria, pela primeira vez, um padrão oficial de identidade e qualidade para produtos derivados da biorrefinaria de milho e outros cereais amiláceos, especificamente voltados para alimentação animal. Entre estes produtos está o DDG (grãos secos de destilaria), que é o principal coproduto resultante da produção de etanol de milho.
A normativa foi oficializada nesta terça-feira (30), em um evento que marcou o lançamento do Plano Safra 2026/2027, e foi assinada pelo ministro André de Paula e pelo presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller. Com essa nova regulamentação, o Mapa estabelece critérios claros para identidade, qualidade, classificação e rotulagem dos produtos, além de definir conceitos importantes para as biorrefinarias e as indústrias responsáveis pelo processamento de milho.
✨ Regulamentação para biorrefinarias de milho visa fortalecer a cadeia produtiva do etanol.
De acordo com informações do Mapa, essa regulamentação trará benefícios significativos, como o fortalecimento dos mecanismos de fiscalização, uma maior segurança jurídica, e a previsibilidade tanto para produtores quanto para indústrias e consumidores. A expectativa é que essas medidas não apenas impulsionem a cadeia produtiva do etanol de milho, mas também facilitem a comercialização do DDG nos mercados interno e externo.
A introdução de padrões de qualidade é um passo importante para regulamentar e expandir o mercado de biorrefinarias, que têm um papel crescente na produção sustentável de biocombustíveis e seus coprodutos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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