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Meio Ambiente
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Monitoramento da fauna marinha na Bahia utiliza DNA ambiental

Iniciativa reúne parceiros para mapear biodiversidade marinha

Carlos Silva17 de maio de 2026 às 21:20
Monitoramento da fauna marinha na Bahia utiliza DNA ambiental

Cientistas do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB) deram início a um monitoramento da fauna marinha em reservas do sul da Bahia, utilizando a técnica de DNA ambiental.

As amostras foram coletadas em março nas Reservas Extrativistas de Corumbau e Cassurubá, com a participação do Instituto Tecnológico da Vale (ITV), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Centro Tamar.

O objetivo é identificar diversas espécies a partir do DNA coletado no ambiente.

Os pesquisadores obtiveram amostras de água do mar em 20 locais na Reserva de Corumbau e 10 na área estuarina e marinha de Cassurubá. Após filtragem e conservação, as amostras foram enviadas ao laboratório do ITV em Belém, onde o DNA será extraído e analisado.

A tecnologia empregada, conhecida como metabarcoding de DNA ambiental, tem como base a comparação do material sequenciado com bancos de dados, facilitando a identificação dos organismos presentes na região.

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Esse método é inovador, pois não exige a captura de animais, permitindo o registro de espécies raras e de difícil detecção

Amely Branquinho Martins, coordenadora do GBB pelo ICMBio.

A escolha dos pontos de coleta levou em conta não só as espécies de interesse, mas também áreas de pesca, conservação e a possibilidade de encontrar espécies invasoras como o peixe-leão e coral-sol.

O levantamento visa a ampliar o conhecimento técnico para a gestão dos recursos pesqueiros, além de testar a eficácia do método em comparação com técnicas tradicionais de monitoramento.

Desde a sua criação em 2023, o GBB já obteve mais de 40 genomas de referência e sequenciou 613 espécies, analisando 479 amostras ambientais. Essas informações poderão subsidiar iniciativas de conservação e o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora).

Embora ainda não haja um cronograma definido para a divulgação dos resultados obtidos nesta fase na Bahia, o projeto planeja expandir suas ações para outros biomas do Brasil.

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