Rio Nature & Climate Week foca em metano para combater crise climática
Evento reforça propostas do Sul Global antes da COP31

As conferências oficiais da primeira edição da Rio Nature & Climate Week foram concluídas nesta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, com foco nas sugestões do Sul Global para lidar com a crise climática.
Um dos tópicos principais abordados foi a necessidade de reduzir as emissões de metano, considerada pelos participantes uma das respostas mais urgentes ao aquecimento global.
O encontro ocorreu a poucos meses da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), marcada para novembro em Antalya, Turquia.
✨ Objetivo do fórum: influenciar políticas internacionais e conectar ciência e iniciativas
Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil, comentou em entrevista que a América Latina, África e Sudeste Asiático abrigam 90% das florestas tropicais e 80% da biodiversidade mundial.
Durante a discussão técnica, Medeiros apontou que cerca de um terço das emissões que afetam o clima estão relacionadas ao metano, que permanece na atmosfera por um período de 10 a 12 anos, feedback favorável para ações de mitigação imediatas.
Entre as propostas mencionadas no evento, destacam-se a captura de metano proveniente de resíduos para a produção de biogás e a análise das emissões na cadeia de proteína animal.
No setor agropecuário, o tema está intrinsicamente ligado a práticas sustentáveis em pecuária, gestão de resíduos e crescentes demandas de mercado por responsabilidade ambiental.
Ana Toni, CEO da COP30, enfatizou que o metano possui um impacto aproximadamente 80 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO2) em curto prazo e que já existem tecnologias viáveis, embora haja um desafio em aumentar a conscientização pública.
A programação do evento também incluiu debates sobre a adaptação climática e os desafios enfrentados por comunidades vulneráveis.
O encerramento oficial da Rio Nature & Climate Week está agendado para este sábado (6) e as discussões sobre metano continuarão a ser relevantes à medida que o mundo se prepara para a COP31.
O foco do evento nas tecnologias de mitigação, produção de biogás e redução de emissões deve gerar atenção contínua, mesmo sem metas específicas delineadas para o agro.
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