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Aumento nos preços de grãos em Chicago com acordo EUA-China

Expectativas de compras chinesas impulsionam o mercado agrícola

Acro Rodrigues18 de maio de 2026 às 16:55
Aumento nos preços de grãos em Chicago com acordo EUA-China

A retomada das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China resultou em um aumento significativo nos preços dos grãos na Bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (18/5), a soja registrou alta de 3,06%, com contratos para julho negociados a US$ 12,13 o bushel.

Após uma semana marcada por incertezas, o clima no mercado virou com a confirmação do compromisso da China em adquirir pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas norte-americanos nos anos de 2026, 2027 e 2028. Essa declaração, feita pela Casa Branca, reanimou os investidores.

O aumento esperado na demanda de soja e outras commodities pode beneficiar enormemente a economia americana.

Como apontou Leonardo Martini, analista de riscos da StoneX, estas vendas não levam em consideração as 25 milhões de toneladas de soja que haviam sido anunciadas em outubro, gerando otimismo entre os fundos de investimento que estão com posições compradas em volumes históricos.

Mesmo com a expectativa positiva, Martini destaca que a situação atual do mercado ainda apresenta desafios para os produtores americanos, especialmente em comparação com seus colegas brasileiros. Ele alerta que, até o momento, não houve confirmação da parte chinesa em relação ao acordo mencionado.

Apesar do otimismo, a soja brasileira continua a ser US$ 37 mais barata que a americana, o que levanta dúvidas sobre a efetividade da negociação.

O cenário geopolítico também contribuiu para a valorização da soja, com a situação no Oriente Médio impulsionando o preço do petróleo, o que, consequentemente, elevou o valor do óleo de soja.

Impacto no milho e trigo

O milho também apresentou um desempenho positivo na Bolsa de Chicago, com aumento de 4,66% nos contratos para maio, alcançando US$ 4,77 o bushel. A expectativa de que a China comprará produtos agrícolas dos EUA aquecerá não apenas a soja, mas também a demanda pelo milho.

Martini acrescenta que o milho se encontra em uma posição mais favorável, devido à redução da área plantada nos Estados Unidos e ao aumento da demanda para a produção de etanol.

Com o mercado otimista para a soja e o milho, o trigo também foi beneficiado, com uma alta de 4,52% nos contratos para julho, encerrando a negociação a US$ 6,6450 o bushel. Analistas acreditam que a ampliação do comércio agrícola entre os Estados Unidos e a China poderá proporcionar um suporte adicional ao trigo, especialmente considerando as condições adversas nas principais regiões produtoras dos EUA.

Contexto do Mercado Agrícola

As novas expectativas comerciais com a China estão mudando o cenário do mercado de grãos, criando um ambiente mais otimista entre os investidores.

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