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Café arábica e cacau têm alta significativa em Nova York

Mercados respondem às incertezas climáticas do El Niño

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 17:10
Café arábica e cacau têm alta significativa em Nova York

Os contratos de café arábica na bolsa de Nova York encerraram a sessão de segunda-feira, dia 6 de julho de 2026, com uma expressiva alta de 15,3%, alcançando o valor de US$ 3,63 por libra-peso. Esse movimento ocorrreu em meio a inquietações sobre o impacto que o fenômeno climático El Niño poderá ter sobre a safra brasileira.

Antônio Pancieri Neto, corretor da Painel do Café, comentou que o mercado reformulou suas expectativas, já que as previsões otimistas sobre a safra não estão se materializando na realidade.

Os preços seguem um padrão de backwardation, indicando alta demanda e oferta restrita.

Apesar das apreensões, as análises de curto prazo não apontam para danos significativos aos cafezais, segundo a corretora Terra Investimentos. O relatório informa que não há previsão de frio extremo que possa afetar as plantações nesta semana.

Produção Esperada

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção de café do Brasil pode atingir 66,7 milhões de sacas em 2026, um aumento de 18% em relação ao ano anterior.

Cacau também em alta

O cacau registrou uma alta de 2,20% na mesma bolsa, com contratos para setembro sendo cotados a US$ 5.058 a tonelada, devido a expectativas semelhantes sobre os efeitos do El Niño na produção na Costa do Marfim.

Previsões projetam que a produção na Costa do Marfim decaia para entre 1,7 e 1,8 milhão de toneladas na próxima temporada, considerando os desafios de clima e pragas que possam afetar a colheita.

Outras Commodities

Além disso, o preço do açúcar também registrou alta, subindo 2,49%, e o algodão valorizou-se em 1,90%. Já o suco de laranja concentrou as atenções ao subir 5,03%, fechando a sessão a US$ 1,8275 por libra-peso.

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