Preços de café e cacau despencam com aumento na oferta global
Mercados do café e cacau enfrentam queda significativa no primeiro semestre.

No primeiro semestre de 2026, a percepção de que a oferta global de café e cacau aumentou contribuiu para uma queda significativa nos preços dessas commodities na bolsa de Nova York. O café arábica, por exemplo, viu uma desvalorização média de 26,3%, enquanto o cacau caiu 26,9%.
✨ A queda no preço do café arábica foi de 26,3% no primeiro semestre.
Em junho, o preço médio do café arábica ficou em US$ 2,6122 por libra-peso, representando uma queda de 4,2% em relação ao mês anterior. Haroldo Bonfá, diretor da Pharos Consultoria, destaca que o Brasil está em recuperação com a safra 2026/27, projetando colheitas de até 75 milhões de sacas.
Além do Brasil, a Colômbia e outros países da América Central têm contribuído para um aumento na oferta de café, aliviando a pressão sobre os preços globais.
Por outro lado, a produção de cacau da Costa do Marfim, que representa uma fração significativa do mercado global, apresentou um crescimento impressionante e, com isso, os volumes entregues aumentaram em 18%, totalizando 1,9 milhão de toneladas na safra 2025/26.
Apesar da alta produção, a formação do fenômeno El Niño trouxe incertezas, levando a uma ligeira alta de 5,2% no preço médio do cacau em junho, que chegou a US$ 4.324 por tonelada.
No mercado do algodão, os preços subiram 17,7% no primeiro semestre, impulsionados pelos altos custos do petróleo e pela seca severa nos EUA. Contudo, o Brasil ainda deverá ter uma boa colheita, amortecendo o aumento dos preços.
Em junho, os preços do algodão caíram 7,4%, enquanto o suco de laranja concentrado viu uma redução de 5,9% em seu preço devido à desbalanceamento entre a demanda e os preços no varejo. Desde o começo do ano, os registros de preços demonstram uma realidade desafiadora para diversos segmentos.
Na bolsa de Chicago, a alta do petróleo provocou variações nos preços dos grãos. O trigo teve uma subida média de 13,5%, enquanto a soja também se valorizou em 4,1%. O milho, no entanto, apresentou quedas de 5%.
Francisco Queiroz, analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, aponta que o aumento do petróleo mudou as dinâmicas de mercado, e a recente desvalorização do petróleo está influenciando as quedas nos preços dos grãos.
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