Curva de juros futuros ganha inclinação após anúncio dos EUA
Expectativas sobre Selic e tarifas dos EUA impactam o mercado

A curva de juros futuros apresentou uma abertura e aumento de inclinação nesta terça-feira, dia 2, resultado da elevação das expectativas do mercado sobre uma possível pausa no ciclo de ajuste da Selic nas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Além disso, a proposta dos Estados Unidos de implementar uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros a partir de 15 de julho, com algumas exceções, fez com que os contratos mais longos incorporassem um risco maior.
✨ No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 foi ajustada para 14,16%, enquanto o DI para janeiro de 2029 subiu para 14,015%.
Conforme relata Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, a alteração na curva é também reflexo da revisão das previsões de inflação e taxas de juros por parte de instituições financeiras. Diante de dados de atividade econômica mais robustos do que o esperado, junto com uma deterioração nas expectativas de inflação, o cenário torna a política monetária mais desafiadora.
A proposta tarifária dos EUA, conforme divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ampliou a percepção de risco entre investidores. De acordo com Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe da G5 Partners, essa situação pode dificultar ainda mais o ambiente de negócios, especialmente para empresas que dependem do mercado externo.
As expectativas para o comportamento da curva de juros nos próximos dias estão ligadas aos posicionamentos do Banco Central em relação à Selic e a como evoluirão as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na ausência de definições claras sobre esses tópicos, a tendência é que o mercado mantenha prêmios elevados nos vencimentos mais longos.
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