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Mercado de açúcar se mantém estável com alta e queda de cotações

Dólar forte e clima incerto na Índia impactam negociações.

Giovani Ferreira12 de junho de 2026 às 02:00
Mercado de açúcar se mantém estável com alta e queda de cotações

O mercado internacional de açúcar fechou a semana com preços praticamente inalterados, refletindo operações limitadas em um cenário de dólar valorizado e incertezas climáticas na Índia.

De acordo com a análise da StoneX, o contrato NY #11 teve um pequeno aumento de 8 pontos, sendo negociado entre USc 14,00 e USc 14,70/lb. Este desempenho revela um mercado em pausa, especialmente com a chegada das monções na Índia, um fator crucial para as expectativas de oferta da safra 2026/27.

A desvalorização do real fez com que o açúcar em moeda brasileira subisse 3,4%, atingindo R$ 1.660 por tonelada.

O feriado de Corpus Christi também impactou a liquidez do mercado, com menor presença de vendedores brasileiros. Além disso, a queda dos preços do petróleo Brent, que estão na faixa de US$ 93 por barril, trouxe pressões sobre as commodities agrícolas, resultando em quedas intradiárias nos preços do açúcar bruto.

Em contraste, o mercado de açúcar refinado, representado pelo contrato LDN #5, viu um aumento de 2% na semana, alcançando US$ 446,9 por tonelada. O white premium de curto prazo, que tem mostrado alta desde março, permanece como um possível suporte ao açúcar bruto, embora a recente queda do Brent traga incertezas sobre sua continuidade.

No setor de etanol, o hidratado baseado em Ribeirão Preto encerrou a semana com alta de 2,6%, cotado a R$ 2,79 por litro. Após um início negativo, o biocombustível recuperou seus preços, impulsionado pela maior participação de grandes distribuidoras no mercado antes do feriado.

Apesar da recuperação nos preços, os estoques totais de etanol atingiram 3,1 milhões de metros cúbicos na segunda quinzena de maio, um aumento de 29,8% em relação à quinzena anterior e 63% superior ao mesmo período da safra 2025/26. Esse crescimento é reflexo da intensificação da moagem no Centro-Sul e da pressão estrutural na oferta neste início de ciclo.

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