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Mercado de açúcar enfrenta desafios em Nova York

Contratos futuros refletem pressão mesmo com leve alta recente

João Pereira25 de abril de 2026 às 10:40
Mercado de açúcar enfrenta desafios em Nova York

O mercado internacional de açúcar em Nova York apresenta um leve movimento positivo, mas ainda enfrenta pressões que restringem avanços mais robustos. Essa é a análise de Arnaldo Correa, consultor do setor.

Na sexta-feira, o contrato de maio de 2026 fechou a 13,92 centavos de dólar por libra-peso, com um ganho de 59 pontos ao longo da semana, equivalendo a cerca de 13 dólares por tonelada. Outros contratos também mostraram alta, embora em menor escala, principalmente os de vencimentos mais distantes.

Pressão de Fundos e Fatores Internos

Apesar de alguns sinais de recuperação, o mercado permanece influenciado pela posição dos fundos, que estavam vendidos em 156.138 lotes, conforme o relatório COT de 21 de abril. Uma leve recomposição dessas posições ajudou a sustentar os preços, mas um volume significativo de vendas por parte das usinas, incluindo as da América Central, limitou essa recuperação.

A aprovação do E32 no Brasil, que aumenta a mistura de etanol na gasolina para 32%, pode gerar uma demanda adicional entre 900 milhões e 1 bilhão de litros, impactando a oferta de açúcar.

Por outro lado, a previsão de 635 milhões de toneladas de cana na região Centro-Sul, compartilhada pela Canaplan, reforça a cautela no mercado. Essa combinação de uma safra sólida, vendas físicas fortes e a posição vendida dos fundos tornam o cenário desafiador.

Do ponto de vista técnico, se observa uma tentativa de recuperação, com o contrato de maio de 2026 buscando a faixa de 14 centavos por libra-peso. Entretanto, o mercado parece depender da chegada de novos estímulos para converter essa recente melhora em uma tendência estável.

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