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Mercado futuro de milho apresenta quedas acentuadas na semana

Cotações refletem aumento da oferta brasileira e produção argentina

Tiago Abech15 de junho de 2026 às 08:40
Mercado futuro de milho apresenta quedas acentuadas na semana

O mercado futuro de milho encerrou a semana com leves recuperações na sexta-feira, mas ainda enfrenta pressão significativa em comparação com o início do período, de acordo com a TF Agroeconômica.

As cotações na B3 apresentaram um fechamento misto, enquanto a análise semanal revelou perdas expressivas em todas as posições. O aumento da oferta tanto no Brasil quanto em regiões adjacentes foi um fator crucial para essa tendência negativa.

Estimativas revisadas da safra pelo USDA e Conab intensificaram a pressão em um momento já caracterizado pela queda sazonal devido ao avanço das colheitas.

Além disso, a expectativa de produção na Argentina, que varia entre 64 e 68 milhões de toneladas, também influenciou os preços, superando a projeção de 61 milhões do USDA.

Ao longo da semana, o dólar registrou uma queda de 1,82%, enquanto a média da Cepea diminuiu 0,45%. No mercado de Chicago, houve uma perda de 1,14%. Na B3, o contrato para julho de 2026 teve uma desvalorização de 3,16%, permanecendo a R$ 64,06, o que representa uma queda diária de R$ 0,19 e uma baixa semanal total de R$ 2,09.

O contrato de setembro de 2026 teve um leve aumento de R$ 0,41 no dia, se fixando em R$ 66,83, mas sofreu uma retração semanal de R$ 1,97. Já o contrato de novembro de 2026 fechou a R$ 70,35, com elevação diária de R$ 0,34 e uma diminuição semanal de R$ 1,21.

Os estados produtores também mostraram um mercado com baixa liquidez. No Rio Grande do Sul, a oferta confortável e a demanda sustentada limitaram os negócios, com um preço médio de R$ 58,98 por saca e uma colheita já em 98% da área, resultando em uma produção estimada de 5,98 milhões de toneladas.

Em Santa Catarina, a diferença entre as ofertas em torno de R$ 65 e a demanda próxima de R$ 60 dificultou a realização de novos negócios. No Paraná, as expectativas de maior oferta da segunda safra tornaram os compradores mais cautelosos, enquanto em Mato Grosso do Sul, houve algum suporte pontual, mas a liquidez continuou baixa.

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