Mercados agrícolas iniciam dia com leves variações em Chicago
Expectativas climáticas e comércio internacional influenciam tendências

Os mercados agrícolas abarcaram um início de dia marcado por oscilações moderadas, reflexo de fatores climáticos, evolução das colheitas e expectativas no comércio global.
Conforme reportado pela TF Agroeconômica, os preços do trigo, soja e milho abriram em alta na bolsa de Chicago, influenciados por variáveis como câmbio, preço do petróleo e a cotação do dólar.
✨ No trigo, os preços subiram devido ao agravamento das condições das lavouras de inverno nos EUA.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou a classificação das lavouras, diminuindo a taxa de áreas consideradas boas ou excelentes de 28% para 27%, um contraste significativo em relação aos 52% observados no mesmo período do ano anterior.
Particularmente no Kansas, que é o principal estado produtor, a avaliação positiva caiu de 17% para 15%. Este cenário culmina em projeções de uma safra 2026/2027 reduzida, estimada em apenas 42,49 milhões de toneladas, o menor volume desde a safra 1972/1973.
Em solo brasileiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou que o avanço do plantio de trigo atingiu 26,3% da área estimada.
A soja também apresentou desempenho positivo, impulsionada pela expectativa de novas aquisições chinesas de produtos americanos, embora o mercado tenha mantido uma postura cautelosa, pois os anúncios não especificaram volumes ou mencionaram diretamente a soja.
As inspeções de exportação de soja realizadas pelos EUA totalizaram 483,9 mil toneladas, em concordância com as previsões do USDA.
O plantio de soja nos Estados Unidos avançou para 67%, aumento em relação aos 49% da semana anterior, com previsões meteorológicas favoráveis em algumas áreas de cultivo.
Na China, as importações de soja em abril chegaram a 8,48 milhões de toneladas, um volume mais que dobrado em comparação ao mês anterior.
Por outro lado, o milho experimentou uma alta modesta, sustentada pela seca persistente nas Grandes Planícies Centrais dos EUA, particularmente em Nebraska, onde mais de 90% da área se encontra em condições críticas.
Adicionalmente, o aumento nos preços do petróleo auxilia nas expectativas relacionadas ao uso de etanol.
O USDA também informou que o plantio de milho nos EUA alcançou 76% do total projetado.
No Brasil, a primeira colheita de milho atingiu 75,3% da área disponível, em contraste com os 82,3% registrados no mesmo período de 2025.
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