Cenário de alta oferta e baixa demanda pressiona cotações

Os preços do açúcar em Nova Iorque mantêm uma tendência de queda, refletindo uma combinação de oferta alta e demanda física limitada. De acordo com a análise da StoneX, esse cenário sugere que o mercado continuará pressionado no curto prazo.
O contrato para outubro de 2026 do açúcar bruto, cotado na NY #11, registrou uma queda de 11 pontos, marcando a terceira semana consecutiva de desvalorização. Essa baixa ocorre mesmo após uma leve recuperação de 1,6% em uma das sessões do período.
Entre os fatores que impactam essa queda estão os prêmios do açúcar VHP no porto de Santos, que caíram por conta da insuficiência da demanda física frente ao volume disponível para exportação. Paralelamente, um relatório do CFTC revelou um aumento nas posições líquidas vendidas dos fundos, reforçando ainda mais a pressão sobre os preços.
✨ Produção de açúcar no Brasil pode alcançar 38,7 milhões de toneladas.
Embora as estimativas para o Centro-Sul tenham sido revisadas, indicando um aumento na moagem de cana, a proporção destinada ao açúcar caiu para 46,1%. Assim, a produção total foi estimada em 38,7 milhões de toneladas, o que pode resultar em um excedente comercial durante a segunda metade do ano.
No cenário internacional, a previsão de clima mais seco na Índia durante os meses de agosto e setembro, associada ao fortalecimento do fenômeno El Niño, pode impactar a produção. Na União Europeia, a produtividade da beterraba foi revista para 76 toneladas por hectare, com uma expectativa de diminuição de 15% na produção.
Apesar desses possíveis riscos, a estrutura do mercado continua pressionando os valores do açúcar no curto prazo.
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