Preço do açúcar despenca em Nova York por oferta excedente
Índia não deve proibir exportações, pressão sobre os preços aumenta

Os preços do açúcar na bolsa de Nova York caíram para o menor nível em mais de um mês, com o mercado reagindo a uma oferta abundante do produto. Nesta quinta-feira (9), os contratos de açúcar demerara para maio registraram queda de 2,18%, fechando a 13,92 centavos de dólar por libra-peso.
A análise da Barchart aponta que a estabilidade nos preços do petróleo, juntamente com a notícia da Índia, que não deve proibir as exportações de açúcar neste ano, contribuiu para a pressão sobre os preços. Isso minimizou as preocupações com a possível redução da oferta devido ao aumento na produção de etanol em resposta à interrupção do fornecimento de petróleo bruto, em meio a tensões no Irã.
✨ Produção de açúcar na Índia cresce 9% em comparação ao ano anterior.
Contexto da Produção de Açúcar
De 1º de outubro até 31 de março, a produção de açúcar indiano atingiu 27,12 milhões de toneladas, solidificando sua posição como o segundo maior exportador de açúcar do mundo, atrás do Brasil. As expectativas iniciais para o Brasil indicam uma oferta inferior para o ciclo 2026/27.
No mercado de algodão, os preços subiram na bolsa nova-iorquina, contrariando as previsões de uma oferta global robusta. Os contratos para maio registraram um aumento de 2,22%, fechando a 73,26 centavos de dólar por libra-peso, apesar das estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que preveem uma safra global de algodão em 26,53 milhões de toneladas para 2025/26.
As cotações do suco de laranja concentrado também enfrentaram um tombo, caindo 5,51% após um aumento na véspera, fechando a US$ 1,9380 a libra-peso. Por sua vez, os preços do cacau mostraram volatilidade, com uma baixa de 1,06% para contratos de maio, que foram negociados a US$ 3.162 a tonelada.
Enquanto isso, o café Arábica registrou uma leve queda de 0,12%, com os contratos para maio sendo cotados a US$ 2,9370 a libra-peso, à medida que os mercados continuam a lidar com as oscilações na oferta e na demanda.
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Camila Souza Ramos
Jornalista especializado em Mercado Financeiro
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