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Preços do boi gordo sobem com demanda aquecida pela Copa do Mundo

Frigoríficos enfrentam desafios na composição de escalas de abate

Gabriel Azevedo29 de maio de 2026 às 19:35
Preços do boi gordo sobem com demanda aquecida pela Copa do Mundo

O mercado físico do boi gordo finalizou a semana com valores superiores à média em várias regiões. De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, os frigoríficos enfrentam dificuldades para manter suas escalas de abate, atualmente variando de seis a oito dias úteis em termos nacionais.

A demanda em torno da Copa do Mundo está impulsionando o mercado, tanto para exportação quanto para o consumo interno.

Iglesias destaca que o envio de carne bovina para os Estados Unidos, país anfitrião do evento, está bastante forte. Além disso, a progressão das cotas de exportação para a China é um fator crucial a ser observado para o comportamento do mercado ao longo de 2026, com expectativas de que a cota se esgote entre junho e julho.

Preços da arroba do boi gordo

Os preços da arroba na região de São Paulo subiram para R$ 352,25, comparado a R$ 352,08 do dia anterior. Confira os valores em outros estados:

  • 1Goiás: R$ 332,86 — ontem: R$ 330,71
  • 2Minas Gerais: R$ 327,35 — ontem: R$ 326,76
  • 3Mato Grosso do Sul: R$ 352,50 — ontem: R$ 351,70
  • 4Mato Grosso: R$ 353,24 — ontem: R$ 352,70

Análise do mercado atacadista

No mercado atacadista, os preços apresentaram estabilidade na sexta-feira, com expectativas elevadas em torno da Copa do Mundo para o mês de junho, que pode impulsionar a demanda por carne bovina. Iglesias observa que a carne bovina está menos competitiva em relação a outras proteínas, especialmente em comparação à carne de frango.

  • 1Traseiro bovino: R$ 27,00 por quilo
  • 2Dianteiro bovino: R$ 21,50 por quilo
  • 3Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo

Situação do câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 0,26%, cotado a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante o dia, a moeda variou entre R$ 5,0351 e R$ 5,0711. Ao longo da semana, o dólar registrou uma alta acumulada de 0,33% e, em maio, uma valorização de 1,87%.

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