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Safra de cana-de-açúcar deve manter pressão nos preços do açúcar

Ampliação da produção eleva excedente global e desafia mercado

Gabriel Azevedo15 de abril de 2026 às 18:15
Safra de cana-de-açúcar deve manter pressão nos preços do açúcar

A safrinha de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil para 2026/27 deve provocar um aumento do excedente global, pressionando os preços do açúcar para baixo. Segundo a Hedgepoint Global Markets, a produção pode chegar a 635 milhões de toneladas de cana, resultando em mais de 40 milhões de toneladas de açúcar.

A análise aponta que, além do Brasil, a recuperação da produção em países do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e México, contribuirá para essa ampliação da oferta, fortalecendo a tendência de preços menores no mercado internacional.

O açúcar deve se estabilizar em torno de 13,5 centavos de dólar por libra, pressionado pelo excedente.

Apesar das oscilações de preço recentes, que levaram o açúcar a cerca de 16,1 centavos de dólar por libra, esses números perderam força devido a uma diminuição nos riscos geopolíticos e à queda nos preços de energia. Assim, a Hedgepoint afirma que o suporte para os preços do açúcar é limitado no curto prazo.

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Os fundamentos do mercado continuam baixos, com o etanol recuperando competitividade, afetando o mix de produção das usinas. Temos cerca de 48% da produção voltada para açúcar, enquanto 44,5% seria o nível ideal para equilibrar a oferta e a demanda.

De acordo com a Hedgepoint, as limitações operacionais e comerciais devem dificultar ajustes rápidos na produção, o que manterá o mercado em um estado de excedente, estimado em pelo menos 3,2 milhões de toneladas. Essa situação continua a pressionar os preços do açúcar.

Contexto

O etanol, que tem ganhado competitividade desde o final de 2025, influencia o mix produtivo, provocando um desvio na relação entre açúcar e etanol que pode afetar as dinâmicas de mercado nos próximos meses.

Embora a situação se mostre estável, a Hedgepoint Global Markets destaca que fatores como alterações no setor energético e riscos climáticos, especialmente ligados ao El Niño, podem impactar a produção no Hemisfério Norte e, consequentemente, influenciar os preços do açúcar a partir de 2027.

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