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Aclara avança com projeto de terras raras no Chile, mas aguarda licenças

Projeto Penco precisa de licenças setoriais para construção e operação

Gabriel Azevedo25 de junho de 2026 às 13:10
Aclara avança com projeto de terras raras no Chile, mas aguarda licenças

A Aclara Resources, empresa canadense, recebeu a licença ambiental para o projeto Penco Module, situado na região de Biobío, Chile, em colaboração com o Grupo CAP. Com essa aprovação, anunciada em comunicado no último dia 23, a companhia finaliza a etapa de análise ambiental, iniciada em junho pela Comissão de Avaliação Ambiental local.

A licença formaliza um avanço importante, mas a construção do projeto ainda depende de licenças setoriais adicionais.

Embora tenha conquistado esse importante marco, a Aclara informou que o projeto ainda não está livre para iniciar a construção. A próxima fase requer a obtenção das licenças setoriais necessárias para a construção e operação, além da finalização dos projetos de engenharia básica e detalhada.

Ambições e Estratégia da Aclara

O Penco Module faz parte da estratégia da Aclara de criar uma cadeia de suprimentos de terras raras nas Américas, competindo com o predominante mercado chinês. Sua abordagem envolve a mineração no Brasil e no Chile, aliada a uma unidade de separação localizada nos Estados Unidos.

Contexto do projeto

No Brasil, a Aclara está desenvolvendo o projeto Carina em Goiás, e no setor de separação dos EUA, a companhia colabora com a Virginia Tech para uma planta-piloto em Louisiana.

A meta da empresa é produzir carbonato misto de terras raras, extraído de depósitos de argila iônica, que será processado nos EUA. Essa etapa de separação é crucial, pois permite a produção de óxidos individuais essenciais para fabricar ímãs permanentes, usados em diversas tecnologias, incluindo veículos elétricos e turbinas eólicas.

Se implementado conforme o planejado, o projeto pode posicionar o Brasil como um fornecedor importante de matéria-prima para o Ocidente.

Apesar disso, a produção de ímãs de maior valor agregado seguirá fora do Brasil, dificultando a maximização dos ganhos locais.

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