Ferramentas de IA ajudam a otimizar operações e reduzir custos no transporte de cargas.

Desde maio de 2026, o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) estabeleceu a obrigatoriedade de registro no transporte rodoviário remunerado de cargas, ampliando as informações disponíveis sobre as operações no Brasil.
Com a disponibilização desses dados, ferramentas de inteligência artificial (IA) foram adotadas na gestão de frotas, possibilitando que empresas analisem custos, monitorem veículos e verifiquem indicadores operacionais sem a necessidade da elaboração manual de relatórios.
✨ O CIOT compila informações sobre contratantes, transportadores e veículos, enfatizando a importância da organização desses registros, especialmente em empresas com elevados volumes de dados.
A inteligência artificial tem o potencial de simplificar o acesso a dados armazenados, permitindo que os gestores realizem perguntas em linguagem natural para identificar gastos excessivos, comparar desempenhos dos veículos e diagnosticar problemas operacionais.
Paulo Raymundi, CEO da Gestran, ressaltou o desafio de transformar dados acumulados em informações úteis. Ele afirmou: “Uma empresa registra diariamente abastecimentos, despesas, manutenções, pneus, checklists, documentos. O desafio é transformar esse volume de dados em respostas úteis.”
A Gestran desenvolveu a Gi, um agente de inteligência artificial que integra à plataforma Gestran Frota, permitindo que os gestores realizem consultas sobre despesas e eficiência operacional diretamente no sistema.
Entretanto, esse recurso não executa mudanças operacionais, limitando-se a responder consultas e interpretar os dados disponíveis. Apesar do avanço, a integração da IA ainda enfrenta dificuldades.
Dados da pesquisa Live University/Inbrasc mostram que 88% das empresas brasileiras utilizam IA generativa, mas somente 14% chegam a um nível avançado no uso de agentes de IA para análises.
Em um evento recente, Raphael Aguiar, da Gestran, mencionou que apenas 15% das empresas de transporte alcançam seus objetivos de gestão de frota, apontando as áreas de controle operacional e redução de custos como prioritárias.
Internacionalmente, um levantamento da PwC revelou que 83% dos líderes acreditam no potencial da IA para conectar áreas das empresas, porém apenas 27% possuem uma estratégia de IA totalmente integrada.
A disponibilidade de dados impacta diretamente a gestão dos motoristas. Ter informações sobre veículos parados permite reprogramar atividades e evitar problemas futuros, otimizando a operação.
Raymundi enfatizou que coletar e acessar dados deve ser parte da decisão, permitindo aos gestores atuar proativamente em vez de esperar relatórios finais para identificar falhas.
Com o CIOT e as novas tecnologias, o gerenciamento de informações está cada vez mais integrado à rotina das empresas de transporte, com a inteligência artificial atuando como um facilitador desse processo, embora as decisões fiquem a cargo dos gestores.
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