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JBS busca certificação oficial para atender exigências da UE

Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, comenta sobre as exigências do bloco europeu.

Giovani Ferreira09 de junho de 2026 às 14:30
JBS busca certificação oficial para atender exigências da UE

A JBS está empenhada em atender às exigências da União Europeia (UE), conforme destacou seu CEO, Gilberto Tomazoni, enfatizando a necessidade de certificações oficiais auditadas pelo governo brasileiro para garantir a permanência no mercado europeu.

Tomazoni acredita que, apesar das recentes restrições impostas pela UE, que retirou o Brasil da lista de países habilitados para exportação, as indústrias já implementam mecanismos de controle adequados. No entanto, a exigência de garantias oficiais elevou o nível de demanda.

O prazo para adequação às novas regras está estipulado para setembro.

Durante um evento em São Paulo, o CEO destacou que o setor tem potencial para se adaptar às novas exigências dentro do prazo. Ele ressaltou a necessidade de flexibilidade por parte do Brasil para atender a qualquer demanda adicional da UE, assegurando que a produção cumpre com as legislações vigentes.

Tomazoni também comentou sobre a importância da colaboração entre o governo e o setor privado para garantir o acesso aos mercados internacionais, reconhecendo que as novas exigências representam um desafio considerável.

Contexto

A UE está cada vez mais rigorosa nas suas exigências de importação, o que implica na necessidade de garantias oficiais através de sistemas de certificação e rastreabilidade pelo governo brasileiro.

Sobre os impactos no setor de frango, Tomazoni disse que o Brasil, sendo o maior exportador global, pode sofrer com as restrições, principalmente pela demanda da UE por cortes específicos, como o peito de frango, que é um produto premium.

O executivo também mencionou as dificuldades enfrentadas pela cadeia bovina devido ao ciclo produtivo prolongado, mas afirmou que o setor está intensificando os esforços para aprimorar a transparência e rastreabilidade.

Tomazoni ainda abordou as instabilidades geopolíticas, destacando que as tensões atuais não têm impactado diretamente a demanda por proteínas, embora elevem os custos logísticos.

Ele finalizou afirmando que a diversificação das operações será fundamental para a resiliência do setor, facilitando a superação de adversidades futuras.

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