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política
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Governo Lula contesta tarifas comerciais dos EUA

Brasil rejeita proposta de sobretaxa de 25% sobre exportações

Mariana Souza01 de julho de 2026 às 11:16
Governo Lula contesta tarifas comerciais dos EUA

O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, reagiu de forma contundente na quarta-feira ao plano dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa de 25% sobre parte das exportações do Brasil. Segundo o documento formal enviado ao USTR, essa ação é vista como prejudicial não apenas ao Brasil, mas também aos interesses comerciais norte-americanos.

O governo brasileiro argumenta que a proposta de tarifas é inadequada e contraria as normas do comércio internacional, enfraquecendo o diálogo já existente entre os dois países. Este manifesto, que foi antecipado pela Folha de S.Paulo, contesta as alegações do USTR sobre práticas comerciais desleais, incluindo questões relacionadas ao comércio digital e à propriedade intelectual.

Lula criticou a postura do presidente Donald Trump, afirmando que ela representa uma afronta ao Brasil e compromete a relação bilateral.

Além da sobretaxa de 25%, uma investigação paralela do USTR sobre trabalho forçado poderia resultar em uma tarifa adicional de 12,5% para diversos países, incluindo o Brasil. Isso somaria até 37,5% em tarifas, o que vai muito além da simples questão comercial, tocando diretamente em relações diplomáticas.

Durante a cúpula do G7 no mês passado, Lula enfatizou a importância de se discutir divergências comerciais antes de qualquer imposição de tarifas, desafiando a administração Trump. Ele destacou que as conversas estão sendo mantidas entre os ministros de ambos os países para encontrar um terreno comum.

Contexto

A investigação comercial foi iniciada pelo governo Trump em julho de 2025, em meio a tensões nas relações Brasil-EUA. O governo atual busca recuperar o diálogo e minimizar atritos comerciais.

O governo Lula também defendeu o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, afirmando que a alegação de discriminação contra empresas estrangeiras não se sustenta. O Banco Central é acusado pelo USTR de favorecer esse sistema, mas o governo reitera que seu modelo é inclusivo.

Por fim, o governo brasileiro apresentou preocupações sobre como a imposição das tarifas adicionais dificultaria o entendimento e a busca por soluções negociadas. O Palácio do Planalto enfatizou que a aplicação de sanções seria prematura e contraproducente, tornando a relação bilateral mais complexa.

As próximas etapas incluem uma audiência pública agendada pelo USTR, onde representantes de diversas partes poderão debater o tema. O Brasil optou por não participar diretamente, preferindo seguir suas tratativas por meio de canais diplomáticos.

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