Entenda o processo e evite armadilhas na aquisição de imóveis na planta

Comprar um imóvel na planta pode ser uma estratégia vantajosa para quem busca preços mais atrativos, potencial de valorização do patrimônio e flexibilidade no pagamento durante o período de construção.
De acordo com especialistas da MRV, a maior construtora da América Latina, essa modalidade oferece diversas vantagens, mas também exige atenção a algumas etapas críticas.
Logo após a assinatura do contrato de compra e venda, o novo proprietário deve se preparar para uma série de procedimentos financeiros e burocráticos até a entrega das chaves. O processo pode ser dividido em duas fases principais: durante a construção e após a entrega.
Durante o período de construção, os pagamentos são feitos diretamente à construtora. A maioria delas estabelece uma tabela de pagamentos que inclui valores menores nas parcelas do dia a dia e montantes maiores em momentos estratégicos do cronograma.
Esses valores podem variar conforme o preço do imóvel, o prazo de construção e as condições oferecidas pela construtora. Antes de finalizar a compra, é crucial entender todos os pagamentos até a entrega das chaves e os possíveis índices de correção.
O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) é o principal indicador utilizado para corrigir as parcelas durante a construção. Esse índice reflete a evolução dos custos de materiais e mão de obra no setor, levando a possíveis aumentos nos valores mensais. Após a entrega, parcelas pendentes costumam ser corrigidas por índices como IPCA e IGP-M.
✨ É importante considerar os reajustes futuros ao elaborar o planejamento financeiro.
Com o término da obra e a entrega do Habite-se, que atesta a conclusão da construção em conformidade com o projeto aprovado, o comprador deve iniciar o processo de financiamento bancário ou quitar o saldo restante com a construtora.
Atentos aos prazos dessa fase é fundamental, pois atrasos na entrega de documentos podem resultar em juros adicionais.
É possível utilizar o FGTS em diversas etapas da compra de um imóvel na planta, desde que o comprador atenda às regras da Caixa Econômica Federal e do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Os recursos podem ajudar a reduzir a entrada, amortizar parcelas ou quitar parte do financiamento.
Organizar a documentação é uma etapa primordial que não pode ser negligenciada, já que pendências podem atrasar a aprovação do crédito. Os documentos mais comuns exigidos são:
Falta de planejamento é a causa mais comum de problemas na aquisição de imóveis na planta. Entre os erros frequentes estão assumir parcelas incompatíveis com a renda, ignorar os reajustes do INCC e não reservar valores para parcelas intermediárias.
Além disso, é preciso considerar as despesas com cartório, escritura, registro, mudança, instalação, condomínio e IPTU após a entrega das chaves.
O planejamento financeiro é essencial para a compra de um imóvel na planta. Analisar o orçamento familiar, revisar os potenciais reajustes, comparar opções de financiamento e estar atento aos custos adicionais são passos cruciais para uma aquisição bem-sucedida.
Com uma boa organização financeira e atenção aos detalhes do contrato, é possível conseguir condições mais acessíveis e garantir uma valorização significativa do imóvel ao longo dos anos.
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