Empresas adotam dados para otimizar gestão de benefícios corporativos
Transformação no departamento de RH melhora a eficiência financeira

As organizações estão se distanciando de uma gestão de benefícios que se limitava a processos operacionais e revisões contratuais anuais, adotando uma prática mais fundamentada em análise de dados para gerenciar pacotes oferecidos a funcionários.
Esse movimento se intensifica em resposta a crescentes custos com assistência médica e à demanda por eficiência financeira, refletindo uma mudança mais ampla no papel do Departamento de Recursos Humanos.
✨ Custos dos planos de saúde coletivos estão pressionando as finanças das empresas.
Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) evidenciam que os planos de saúde empresariais estão entre os maiores custos na gestão de pessoas. Paralelamente, a inflação médica tem superado a inflação geral, aumentando a pressão sobre as empresas na hora de renovar contratos.
Gustavo Chehara, CEO da Joyn Benefícios, observa que o setor está passando por uma mudança de mentalidade. Segundo ele, o aumento dos custos não implica necessariamente na redução de benefícios, mas na maneira como são geridos.
""Durante muito tempo, a gestão de benefícios foi baseada em percepções. Hoje, a atenção está voltada para indicadores ao longo do ano, possibilitando identificar impactos financeiros e oportunidades de melhorias."
Foco na Sinistralidade
Um dos principais indicadores avaliados pelas empresas é a sinistralidade, que se refere à relação entre o que a empresa paga e o uso do plano de saúde pelos beneficiários. O monitoramento contínuo desse índice é crucial para prever riscos e formular estratégias antes das renegociações.
Além da saúde suplementar, a análise de dados está sendo aplicada para medir a eficácia de produtos como vale-alimentação, programas de bem-estar e academias corporativas, ajudando a identificar benefícios com baixa adesão e ajustando ofertas de acordo com as necessidades adequadas dos funcionários.
✨ Decisões mais informadas são chave para a personalização dos benefícios.
Para Chehara, a personalização dos benefícios depende do acesso a informações precisas sobre os funcionários. "Com dados adequados, as empresas conseguem tomar decisões mais eficazes, tanto financeiramente quanto na experiência dos colaboradores", explica.
A expectativa é que essa abordagem baseada em dados se fortaleça nos próximos anos, conforme os processos de RH se digitalizam e as ferramentas analíticas se aprimoram. Especialistas acreditam que a combinação de dados, previsibilidade e personalização será um diferencial importante na relação entre empresas e seus colaboradores.
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