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Empresas de terras raras no Brasil se valorizam após compra da Serra Verde

A aquisição da mineradora brasileira impulsiona o valor de ativos fora da China.

Ricardo Alves27 de abril de 2026 às 10:15
Empresas de terras raras no Brasil se valorizam após compra da Serra Verde

O recente anúncio da compra da mineradora brasileira Serra Verde pela USA Rare Earth está transformando o cenário das ações de empresas que atuam com terras raras no Brasil, levando a um crescimento marcante de até 28% nas cotações.

O efeito positivo das negociações foi notável, com a Viridis Mining and Minerals, por exemplo, vendo suas ações subirem 28,85%. Além dela, a Aclara Resources também teve um avanço de 18,45%, enquanto a Brazilian Rare Earths registrou uma alta de 7,32%. A St George Mining, com um projeto específico de terras raras em Minas Gerais, ficou com um aumento de 3,85%.

Impacto da aquisição

A compra, que envolveu um montante de US$ 2,8 bilhões, compreende a mina Pela Ema localizada em Minaçu, Goiás, uma das poucas operações comerciais fora da Ásia com capacidade para produzir elementos-chave como neodímio e disprósio.

Essa transação é um marco importante que pode elevar as médias de avaliação para projetos de terras raras, especialmente fora da China.

A operação inclui um contrato de fornecimento de 15 anos, o que diminui incertezas comerciais para as empresas ocidentais, que buscam se desvincular do domínio chinês na extração e processamento desses ativos.

O mercado vê a Serra Verde agora como um novo padrão para valuation de projetos de terras raras no Brasil, à medida que o país se destaca na exploração desses minerais críticos, especialmente em Goiás, Minas Gerais e Bahia.

Perspectivas e projetos em andamento

Com a busca por suprimentos alternativos à China, a Viridis Mining, que opera o Projeto Colossus, é uma das principais apostas, dado seu enfoque em argilas de adsorção iônica, que possibilitam uma extração menos agressiva ao meio ambiente.

Projeto Carina

A Aclara Resources também se destaca com o Projeto Carina, em Goiás, que visa desenvolver uma estrutura integrada de produção e refino, propondo uma alternativa robusta no setor.

A Brazilian Rare Earths, que já avançou com seus projetos na Bahia, busca expandir suas operações para possivelmente integrar uma cadeia local de processamento dessas minerais.

Por sua vez, a St George Mining, com o Projeto Araxá, contribui com a sinergia entre terras raras e nióbio, prometendo um aumento significativo nas reservas com o desenrolar de suas atividades.

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