Atualização do depósito promete impulsionar a autonomia europeia

O governo norueguês anunciou nesta quarta-feira (22) que assumirá o planejamento da exploração de terras raras em Fen, o maior depósito da Europa, visando acelerar seu desenvolvimento após uma atualização de recursos que quase dobrou as estimativas.
Recentemente, os recursos indicados e inferidos de óxido de terras raras em Fen foram estimados em 15,9 milhões de toneladas métricas, um aumento de 81% em relação à previsão anterior para 2024, segundo informações do desenvolvedor do projeto.
✨ A Europa carece de minas operacionais de terras raras, e o projeto em Fen é um passo crucial para reduzir a dependência da China, que domina a produção desse mineral.
O primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere destacou a importância do campo de Fen para a região de Telemark, sublinhando sua relevância para a segurança do abastecimento e a competitividade europeia. "É vital aumentar a produção de minerais críticos na Noruega e em parceria com outros países para garantir o acesso no futuro", acrescentou.
Cerca de 19% dos óxidos de Fen são compostos de neodímio e praseodímio (NdPr), essenciais na fabricação de ímãs permanentes para várias aplicações, incluindo veículos elétricos e turbinas eólicas.
O governo destacou que sua intervenção ocorreu a pedido das autoridades locais devido ao potencial de conflitos sobre o uso da terra e à necessidade de equilibrar interesses distintos.
Entretanto, assim como em outras partes da Europa, projetos de infraestrutura na Noruega, como os parques eólicos, enfrentam resistência de grupos ambientais e agrícolas, atrasando seu desenvolvimento.
A Rare Earths Norway, responsável pelo projeto, espera iniciar a produção em 2031, com uma meta de 800 toneladas de NdPr até 2032, o que representaria cerca de 5% da demanda da União Europeia.
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Jornalista especializado em Meio Ambiente

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