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Agronegócio
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Exportações de carne bovina do Brasil apresentam recorde, mas desafios à vista

Setor enfrenta incertezas com cota de importação da China e novas regras da UE

Gabriel Rodrigues20 de julho de 2026 às 08:50
Exportações de carne bovina do Brasil apresentam recorde, mas desafios à vista

As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram a cifra recorde de US$ 9,929 bilhões no primeiro semestre de 2026, marcando um impressionante aumento de 33,4% em comparação com o mesmo período de 2025, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No total, o volume exportado foi de 1,811 milhão de toneladas, um crescimento de 7,3%. Segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), esses números representam os melhores resultados já registrados para um primeiro semestre, tanto em termos de valor quanto de volume.

Perspectivas desafiadoras para o segundo semestre

Apesar do desempenho positivo, a Abrafrigo ressalta que os números podem diminuir no segundo semestre devido ao esgotamento da cota de exportação de carne bovina para a China. As estimativas indicam que o limite de 1,106 milhão de toneladas definido para 2026 já foi alcançado até junho, levando à suspensão das exportações para o país asiático em julho.

Os envios que excedem a cota sofrerão uma sobretaxa de 55%, tornando-os menos competitivos no mercado.

Outro fator preocupante é a possível suspensão das compras pela União Europeia, prevista para setembro. Isso se deve a divergências sobre a certificação de rebanhos livres do uso de antimicrobianos, uma exigência da legislação europeia.

China continua sendo o maior mercado

As exportações de carne bovina para a China aumentaram 50,3% em valor, atingindo US$ 4,818 bilhões no primeiro semestre, com um avanço de 22,6% em volume, totalizando 774,7 mil toneladas. O país foi responsável por quase metade da receita gerada pelas exportações de carnes brasileiras.

Entretanto, a Abrafrigo estima que, devido ao cenário atual, as vendas para a China podem cair em cerca de US$ 4 bilhões até o final do ano, se comparadas a 2025.

Mercados alternativos ganham destaque

Outros mercados, como os Estados Unidos e o Chile, estão ajudando a mitigar as perdas. Os EUA, segundo maior comprador da carne bovina brasileira, aumentaram suas importações em 14,76%, totalizando US$ 1,465 bilhão, enquanto o Chile, por sua vez, registrou um aumento de 33,12% nas compras.

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A diversificação de mercados é crucial neste momento, dado o aumento das incertezas relacionadas à China e à União Europeia

Abrafrigo.

Contexto de mercado

Até o momento, 118 países aumentaram suas compras de carne bovina brasileira, ao passo que 55 reduziram.

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