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Frigoríficos brasileiros registram queda de negócios na Sial China 2026

Impactos da cota chinesa afetam as vendas e projeções futuras

Fernanda Lima21 de maio de 2026 às 09:10
Frigoríficos brasileiros registram queda de negócios na Sial China 2026

Os frigoríficos do Brasil finalizaram sua participação na Sial China 2026 com uma queda significativa nas vendas em comparação ao ano anterior. O resultado foi fortemente influenciado pela iminente exaustão da cota de importação de carne bovina permitida pela China.

Com negócios imediatos totalizando US$ 157 milhões, houve uma diminuição de 40,6% em relação a 2025. As perspectivas de vendas futuras também não foram animadoras, alcançando apenas US$ 1,7 bilhão, o que representa uma queda de 22,6% em comparação ao evento anterior, conforme informações da ApexBrasil.

A cota de importação de 1,1 milhão de toneladas de carne bovina em 2026 levou a uma expectativa de resultados abaixo do ano passado.

Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), considerou natural o desempenho reduzido em meio a tais incertezas. "Com a cota se esgotando, houve menos vendas e volume negociado", explicou ele após o evento, ressaltando que as negociações devem ser retomadas em outubro, visando o abastecimento de 2027, quando a cota deverá ser levemente ampliada.

Na feira anterior, as vendas imediatas haviam alcançado US$ 265 milhões, com uma projeção de US$ 2,2 bilhões em negócios nos 12 meses subsequentes. Durante os três dias do evento mais recente, a Abiec disponibilizou carne bovina em seu estande de 1,2 mil metros quadrados, com a churrascaria Barbacoa servindo em média 200 quilos de cortes como picanha e filé mignon diariamente.

Além disso, a Abiec divulgou que a rodada de negócios em Chongqing gerou US$ 22 milhões em vendas imediatas e US$ 538,1 milhões em prospecção para o próximo ano. Outros contatos realizados sob a supervisão da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) devem resultar em US$ 45,5 milhões em transações comerciais nos próximos 12 meses, com apenas US$ 3,25 milhões concretizados durante o evento.

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A China e o mercado asiático continuam a ser os principais focos de crescimento para as proteínas animais brasileiras

Ricardo Santin, presidente da ABPA.

A ABPA também destacou a importância da Sial como plataforma estratégica para fortalecer relações comerciais e posicionar o Brasil como um fornecedor confiável e competitivo no cenário alimentar global.

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