Divisão de Alimentos é chave para recuperação da companhia.

O Grupo Fictor, que enfrenta uma dívida de R$ 4,3 bilhões e possui 13 mil credores, está apostando na expansão de sua divisão Fictor Alimentos para reverter sua situação financeira.
O plano de recuperação judicial, protocolado na quarta-feira (24), destaca a Fictor Alimentos como a principal operação do conglomerado, essencial para a sua reestruturação. O documento indica que a recuperação depende da unidade atingir sua plena capacidade operacional até 2028, prevendo uma geração de caixa a partir de 2029.
✨ O sucesso do plano está atrelado ao crescimento da produção de alimentos, fundamental para a sustentabilidade financeira do grupo.
A Fictor Alimentos é descrita como a principal subsidiária, atuando no setor de avicultura e suinocultura, com processos que vão desde a produção até a logística. O crescimento das receitas é esperado principalmente após 2028, quando a operação deve ser otimizada.
Para garantir a viabilidade do plano, a companhia propõe uma série de estratégias, incluindo reestruturação do passivo e a venda de ativos. O uso de Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) e processos competitivos para alienações também está em discussão, visando aumentar a liquidez e atrair investidores.
A empresa, que tem mais de 3,3 mil funcionários diretos e uma capacidade de produção de 745,5 toneladas de alimentos diários, atende mais de 9,5 mil clientes e deve gerar um faturamento de R$ 3,5 bilhões em 2024.
Recentemente, a Fictor Alimentos foi incluída no processo de recuperação judicial da Fictor Holding Financeira, após um pedido de aditamento. A situação financeira da holding se agravou devido a tentativas de aquisição do Banco Master, o que levou ao pedido de recuperação judicial.
Nos últimos anos, a Fictor Alimentos tem focado na compra de empresas em dificuldade financeira, como evidenciado pela aquisição da Mellore Alimentos em abril do ano passado.
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Jornalista especializado em Negócios

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