Inteligência Artificial requer reestruturação para aumentar produtividade
Especialista destaca necessidade de revisão de processos operacionais

A adoção de inteligência artificial sem uma reestruturação operacional pode resultar em ganhos limitados de produtividade, de acordo com Ian Beacraft, CEO da Signal and Cipher. Em sua palestra no São Paulo Innovation Week, realizada nesta sexta-feira (15), o executivo enfatizou a importância de revisar fluxos de trabalho e critérios decisórios ao implementar essa tecnologia.
Beacraft argumenta que simplesmente integrar agentes de IA nas equipes não significa, por si só, que uma transformação organizacional está em curso. O verdadeiro progresso acontece quando as soluções tecnológicas reformulam a execução das tarefas, promovendo um redesenho das rotinas e uma maior colaboração entre áreas que antes eram isoladas.
✨ A divisão tradicional de departamentos é vista como uma limitação que a inteligência artificial pode ajudar a superar.
O consultor explicou que, ao usar IA, os trabalhadores de diferentes departamentos podem realizar tarefas uns dos outros, apoiados por sistemas inteligentes, o que potencializa a eficiência e acelera as entregas. Ele também criticou o modelo de trabalho sequencial atual, que contrasta com a capacidade da IA para lidar com múltiplas atividades simultaneamente.
Para aproveitar ao máximo a inteligência artificial, Beacraft recomenda que as empresas desenvolvam mapas de uso da tecnologia, alinhados às especificidades dos negócios, em vez de se limitar à simples contratação de ferramentas.
Ao discutir a questão da automação e a substituição da mão de obra, Beacraft citou o exemplo da instituição financeira Flora, que substituiu 700 atendentes por bots, mas acabou enfrentando uma queda em seu Net Promoter Score (NPS) e um aumento nas reclamações. Ele não forneceu os percentuais dessa variação, mas destacou que reduções de custo mal planejadas podem prejudicar a operação e a experiência do cliente.
Projeções Futuras
Beacraft prevê que a inteligência artificial assumirá de 95% a 99% das tarefas atuais, deixando aos humanos funções como o desenho de processos e julgamento de decisões relevantes.
Nesse novo cenário, a viabilidade econômica dependerá da combinação entre a escala tecnológica proporcionada pela IA e a elaboração de decisões humanas bem-informadas.
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