Futurista destaca necessidade de adaptação em empresas frente à tecnologia

Neil Redding, futurista e especialista em tendências tecnológicas, afirmou que a inteligência artificial (IA) impactará a liderança nas empresas, durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), realizado em São Paulo.
De acordo com Redding, a rápida evolução da IA força as empresas a repensarem suas estruturas de gestão, priorizando a coordenação entre habilidades humanas e digitais.
✨ A inteligência artificial deve mudar a forma como as lideranças empresariais operam.
O especialista introduziu o conceito de 'clock drift', que descreve o descompasso entre o progresso da IA e o ritmo interno das organizações. Ele enfatizou que burocracias e hierarquias podem dificultar essa adaptação.
"Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido. É um tipo de liderança completamente diferente.
Redding destacou que a função da IA está mudando de um papel meramente auxiliar para uma participação ativa nos fluxos de negócio. Como resultado, as lideranças devem se concentrar menos na supervisão de tarefas e mais na organização colaborativa entre equipes, sistemas automatizados e agentes inteligentes.
Ele comparou esse novo papel ao de um maestro, onde cada membro da equipe e cada sistema desempenham funções específicas, enquanto a liderança ajusta o todo conforme as necessidades mudam.
O especialista alertou que o verdadeiro risco não está apenas na lentidão operacional, mas na persistência de modelos de negócios que não atendem às novas exigências do mercado.
Neil Redding não apresentou dados quantitativos sobre produtividade ou a adoção de IA em setores específicos durante sua apresentação.
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