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Investimentos no Arco Norte dependem de demanda e logística eficiente

Região revela potencial de crescimento, mas enfrenta desafios técnicos

Tiago Abech03 de abril de 2026 às 12:05
Investimentos no Arco Norte dependem de demanda e logística eficiente

Os projetos de investimento no Arco Norte estão condicionados a uma demanda consistente e a uma logística eficaz, conforme destaca Frederico Dias, diretor-geral da Antaq.

Apesar das dificuldades logísticas que ainda afetam a região, o Arco Norte já possui uma expressiva carteira de 138 Terminais de Uso Privado (TUPs) com investimentos previstos que somam cerca de R$ 46 bilhões. Esse cenário evidencia a consolidação do Arco Norte como uma alternativa viável para o escoamento de grãos e minérios do Brasil.

Concorrência e Projeções

Nos últimos anos, o Arco Norte começou a competir significativamente com os portos localizados nas regiões Sul e Sudeste do país. Esse crescimento é impulsionado pela intensificação da produção no Centro-Oeste e nas áreas adjacentes à Amazônia. Entre os novos empreendimentos, destaca-se o Terminal Portuário Novo Remanso, localizado em Itacoatiara (AM), que iniciou suas atividades no final de 2025.

A expectativa é movimentar aproximadamente 3 milhões de toneladas de carga ainda em 2026 pelo Novo Remanso.

A Terminais Ageo, empresa operadora do terminal, enfatiza que seu ingresso no mercado amazônico se baseou no potencial de expansão da logística do Arco Norte, com foco no aumento do escoamento. Contudo, o futuro dos projetos dependerá da ampliação da produção que use esse corredor para exportação.

Novos Projetos e Desafios

Além do Novo Remanso, novos terminais estão sendo projetados na Ilha de Santana (AP), onde a LDC (Louis Dreyfus Company) planeja uma instalação capaz de movimentar até 9 milhões de toneladas, conforme informado por Murillo Barbosa, presidente da ATP (Associação de Terminais Portuários Privados).

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Muitos terminais foram autorizados com base na mesma carga, e nem todos terão viabilidade

Frederico Dias, Antaq.

Frederico Dias também alertou para o risco de que não todos os projetos autorizados se concretizem.

O Ministério de Portos e Aeroportos demandou da Antaq um levantamento para averiguar se existe carga suficiente para respaldar todos os pedidos de autorização, com o intuito de evitar uma saturação de projetos que não se tornem investimentos reais.

Contexto

O governo brasileiro também planeja uma nova rodada de concessões portuárias na região do Arco Norte, com leilões programados para vários portos organizados, que visam expandir a infraestrutura portuária.

Além disso, estudos estão sendo realizados para arrendamentos adicionais em portos do Nordeste, incluindo Salvador (BA) e Suape (PE), conforme ressaltado por Frederico Dias.

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