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Itaú impõe escritório três vezes na semana e causa descontentamento

Mudança na política de trabalho do banco gera reações adversas entre funcionários

Fernanda Lima24 de junho de 2026 às 01:00
Itaú impõe escritório três vezes na semana e causa descontentamento

O Itaú anunciou que passará a exigir a presença dos seus funcionários no escritório por três dias semanais a partir de 2028, levantando preocupações e reações entre a equipe, que já se adaptou a uma nova rotina de trabalho remoto.

Um movimento que destaca a crescente transição do trabalho remoto para o modelo híbrido entre grandes empresas.

Atualmente, a empresa permite apenas oito dias de trabalho presencial por mês, mas essa mudança reflete uma tendência mais ampla nas corporações. A medida visa dar tempo para que os colaboradores ajustem suas rotinas pessoais e familiares, de acordo com informações divulgadas pelo banco.

Reação dos Funcionários

A nova política gerou surpresa entre os funcionários, que não receberam aviso prévio sobre as mudanças. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, reivindicou uma reunião com a administração do banco para discutir a situação e monitorar as condições de trabalho nos escritórios.

A gestão do banco reconheceu que algumas instalações podem não ter capacidade suficiente para acomodar o aumento esperado de trabalhadores nos dias designados.

Cenário Atual dos Escritórios

Segundo a consultoria JLL, a taxa de vacância nos escritórios de São Paulo atingiu 13,4% no primeiro trimestre de 2026, o número mais baixo em 14 anos. Isso indica um movimento de ocupação crescente nos prédios comerciais, com a volta significativa das empresas ao regime presencial.

A Mercer Brasil sugere que 76% dos gestores demonstram incerteza quanto à produtividade em modelos remotos, citando desafios como o excesso de reuniões e a necessidade de uma gestão mais eficaz.

Entretanto, muitos funcionários se opõem a essa mudança, destacando preocupações sobre a conciliação da vida profissional com as responsabilidades familiares.

Em um contexto similar, o Nubank também enfrentou resistência ao anunciar mudanças em sua própria política de trabalho presencial, levando colaboradores a expressarem suas preocupações sobre o impacto em suas vidas pessoais.

Desafios do Retorno ao Escritório

Uma pesquisa da WeWork revelou que 63% dos brasileiros trabalham integralmente no escritório, porém 79% não veem isso como uma escolha, mas como uma imposição. O estudo mostra ainda que muitos profissionais enfrentam dificuldades devido ao tempo de deslocamento e ao aumento de custos relacionados ao trabalho presencial.

Cerca de 65% dos entrevistados relatam que o tempo gasto com deslocamento é um dos principais problemas, interferindo não apenas em suas rotinas, mas também gerando cansaço antes mesmo do início do expediente.

Com o aumento da frequência no trabalho presencial, a nova dinâmica exige que colaboradores reajustem suas vidas, desde transporte até questões habitacionais, o que se torna uma transição desafiadora.

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O escritório agora compete com o conforto do lar

Claudio Hidalgo, presidente regional da WeWork Latam.

À medida que os ambientes de trabalho se tornam mais agradáveis, a satisfação dos funcionários também tende a aumentar.

Contexto

A pesquisa foi realizada com 2,5 mil profissionais brasileiros, revelando a predominância de trabalhadores das gerações millennial e Z, que priorizam propósito e flexibilidade no trabalho.

As mudanças implementadas pelas empresas impactam não só a rotina diária, mas também a vida de maneira geral, exigindo que os colaboradores reestruturem suas prioridades rapidamente.

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