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Itaú Unibanco aumenta presença obrigatória dos funcionários nos escritórios

Mudanças nas regras de trabalho híbrido impactarão equipes e superintendentes

Giovani Ferreira23 de junho de 2026 às 18:15
Itaú Unibanco aumenta presença obrigatória dos funcionários nos escritórios

O Itaú Unibanco anunciou, nesta terça-feira (23), uma mudança significativa nas regras do trabalho híbrido, aumentando a obrigatoriedade da presença nos escritórios.

A partir de janeiro de 2028, os colaboradores em regime semi-presencial deverão frequentar as instalações do banco três vezes por semana. Atualmente, a norma exige apenas oito dias presenciais mensais.

As mudanças também afetarão os superintendentes, que terão que trabalhar quatro dias por semana nos escritórios, assim como os diretores do banco. Essa nova exigência para os superintendentes será implementada a partir de janeiro de 2027.

A medida visa proporcionar um período de adaptação gradual para os funcionários e suas famílias.

Em comunicado, o Itaú declarou que essa transição permitirá que as equipes ajustem suas rotinas sem pressa, reforçando a necessidade de adaptar os formatos de trabalho conforme as demandas do contexto atual.

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região reagiu com surpresa e afirmou que não houve negociações prévias sobre as novas exigências. A entidade solicitou uma reunião com o banco para discutir as implicações das mudanças.

Adicionalmente, o sindicato destacou preocupações em relação à falta de espaço físico para acomodar todos os trabalhadores adequadamente.

Essa ação do Itaú ocorre em um cenário em que outras instituições financeiras também estão reinstaurando o trabalho presencial. Em novembro, o Nubank anunciou que seus funcionários teriam que retornar aos escritórios pelo menos duas vezes por semana, enquanto o Bradesco decidiu acabar com o modelo home office para cerca de 900 colaboradores a partir de janeiro.

No ano anterior, o Itaú já havia demitido aproximadamente mil funcionários que estavam em regime híbrido ou remoto, justificando a decisão como resultado de uma análise cuidadosa das práticas relacionadas ao trabalho remoto.

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