Light planeja R$ 3,7 bilhões em investimentos após renovação
Distribuidora de energia busca recuperação judicial e financiamento

Com a renovação de sua concessão por mais 30 anos, a distribuidora de energia Light está projetando um investimento de até R$ 3,7 bilhões nos próximos 90 dias, além de planejar a saída do processo de recuperação judicial ainda no segundo semestre de 2026.
Durante uma entrevista à CNN, o CEO da Light, Alexandre Nogueira, indicou também que a empresa poderá retornar ao mercado de crédito em 2026, considerando até mesmo a emissão de debêntures para financiar seus investimentos.
Detalhes sobre a recuperação judicial
O período de recuperação judicial da Light, que completa três anos, é acompanhado de uma renovação de contrato no Rio de Janeiro, onde a companhia atende 31 municípios, beneficiando mais de quatro milhões de consumidores. O projeto inclui um aumento de capital entre R$ 1,2 e R$ 1,5 bilhão por parte dos acionistas, além da conversão de R$ 2,2 bilhões em dívida para participação acionária.
"Esses serão os dois últimos atos do processo. Uma vez finalizados, pedimos para o juiz a retirada da RJ. Nossa expectativa, portanto, é sair no segundo semestre.
Perspectivas de novos investimentos
Para atender os requisitos do novo contrato de concessão, que demandará R$ 10 bilhões até 2030, a empresa está focada em três pilares: financeiro, operacional e regulatório. No aspecto financeiro, a Light conseguiu prazos maiores para suas dívidas, estendendo-as até 2038, e reduziu sua carga para R$ 4,5 bilhões.
✨ A meta é se tornar uma das 30% melhores distribuidoras do setor nos próximos três anos.
No âmbito operacional, a companhia reduziu significativamente o tempo médio de atendimento a clientes, que caiu de 1.424 minutos no final de 2022 para 500 minutos atualmente. Nogueira enfatiza que a empresa tem mantido a folha de pagamento em dia e não atrasou nenhum pagamento a fornecedores.
A luta contra o furto de energia
O novo contrato também aborda a questão do furto de energia no Rio de Janeiro, estabelecendo áreas de restrição severa, que serão tratadas de forma diferenciada pela Aneel. Isso inclui um cálculo específico para determinar a receita perdida devido ao roubo de energia.
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