A companhia ainda não definiu nova data para a operação, que é sua primeira desde a fusão com a BRF.

A MBRF, companhia resultante da fusão entre Marfrig e BRF, decidiu postergar uma emissão de bonds que estava em andamento no mercado internacional, devido à significativa piora nas condições para captações nos últimos dias, conforme informações obtidas.
Ainda não há uma nova data definida para a operação, que havia iniciado reuniões com investidores nesta semana para uma possível emissão de títulos de dívida no exterior. O planejamento previa duas alternativas: uma com prazo pouco superior a sete anos e outra de pouco mais de dez anos.
✨ Essa seria a primeira emissão internacional da MBRF desde a combinação dos negócios de Marfrig e BRF.
A Fitch Ratings havia atribuído um rating de BB+ aos novos títulos, que seriam emitidos pela MARB BondCo, uma subsidiária integral da MBRF, com garantias da MBRF e suas controladoras. A operação seria de tamanho benchmark, o que significa que teria um volume suficiente para garantir liquidez no mercado secundário.
Os recursos obtidos na emissão seriam utilizados para a gestão do passivo da companhia, incluindo a recompra de bonds da NBM US Holdings, com vencimento em 2029. Na segunda-feira, a empresa lançou uma oferta para adquirir até US$ 467,5 milhões desses papéis com um cupom de 6,625% ao ano.
A oferta propõe pagamento de US$ 1.002,50 para cada US$ 1 mil de principal, válida até a sexta-feira. A recompra estava condicionada à conclusão de novas emissões de títulos internacionais em condições julgadas satisfatórias pela companhia.
O movimento de adiamento se alinha com a alta recente dos rendimentos dos Treasuries, que aumentaram os custos de captação. Essa semana, o rendimento do Treasury de dez anos atingiu 5,3%, enquanto o de 30 anos superou 5,6%. Com um cenário volátil, a companhia optou por adiar a operação.
O mercado agora aguarda a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos de setembro, um indicador importante para as expectativas sobre as ações do Federal Reserve, que pode impactar as taxas de juros e, consequentemente, a janela de emissões.
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Jornalista especializado em Negócios

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