Morgan Stanley projete fusões a US$ 6,4 trilhões em 2026
Confiança das empresas e mercados em alta impulsionam transações

O Morgan Stanley antecipa que a atividade nas fusões e aquisições ao redor do mundo deve atingir um recorde histórico de US$ 6,4 trilhões em 2026. Esta previsão é sustentada pela alta nos mercados acionários e pela confiança renovada das empresas, cujos efeitos estão começando a se manifestar na forma de uma onda de novos negócios.
Cenário de Negociações
O crescimento projetado sinaliza uma recuperação acentuada nas negociações globais, especialmente após um período em que as altas taxas de juros e a instabilidade do mercado mantinham os líderes empresariais em dúvida. Apesar da guerra no Oriente Médio e dos medos acerca da disrupção impulsionada pela inteligência artificial, Wall Street parece ter superado grande parte dessas ansiedades.
"O ritmo de fusões e aquisições aumentou consideravelmente no segundo trimestre, com um crescimento de 64% nas transações comparado ao ano passado
✨ As fusões e aquisições do segundo trimestre mostraram um aumento de mais de 64%.
Os setores que mais se destacaram incluem software, energia, saúde e serviços públicos. Além disso, o avanço das fechamentos de negócios superou 33%, refletindo confiança no setor.
Mudanças Regulatórias
Recentemente, os reguladores do governo Trump têm adotado uma postura mais flexível em relação a fusões, acalmando os temores quanto a possíveis barreiras antitruste que poderiam restringir as transações.
A corretora também acredita que a diminuição da incerteza geopolítica poderá abrir caminho para mais reestruturações empresariais, com investidores de private equity prontos para agir. Com cerca de US$ 4,3 trilhões em capital pronto para transações, o aumento nas fusões apoiadas por investidores já é visível, com um crescimento de 10% no trimestre.
Embora o aumento das taxas de juros represente um risco, o panorama geral tem se mostrado robusto, com a resistência das atividades de fusões e aquisições se destacando mesmo em condições adversas.
Os resultados financeiros do segundo trimestre dos principais bancos americanos, divulgados na próxima semana, devem oferecer novas perspectivas sobre o market como um todo e o futuro das fusões e aquisições.
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