Setor de café solúvel do Brasil defende produto em audiência nos EUA
Indústria se posiciona contra tarifas propostas por Trump

O setor de café solúvel brasileiro se prepara para se apresentar nos Estados Unidos em uma audiência pública agendada para 6 de julho, onde defenderá que não faz sentido sobretaxar o produto nacional, que já enfrenta desafios desde o ano passado.
O diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, confirmou a participação da entidade na audiência que pode decidir sobre novas tarifas. A proposta de Donald Trump poderia afetar gravemente a competitividade do café solúvel do Brasil, que está excluído das isenções de tarifa cobradas anteriormente.
✨ As novas tarifas propostas incluem uma sobretaxa de 25% sobre mercadorias brasileiras, além de taxas adicionais que já afetam o setor.
Em 1º de junho, Trump anunciou as medidas baseadas em uma investigação que abordou temas como desmatamento e trabalho forçado. Curiosamente, o café solúvel aromatizado foi isentado, enquanto a versão tradicional enfrenta impostos, levando o setor a suspeitar de falhas nas classificações de produtos.
Argumentos da Indústria
Durante a audiência, a Abics argumentará que o tarifaço tem implicações diretas na inflação dos preços do café nos EUA e destacará a relevância do café solúvel brasileiro para a economia americana. Informações preliminares indicam que os EUA produzem apenas 6% do café solúvel que consomem, dependendo amplamente das importações do Brasil.
"Caso as novas tarifas sejam implementadas, o café solúvel brasileiro poderá sofrer uma taxação de 37,5%, impactando ainda mais o setor. Isso é preocupante, pois o café solúvel gera empregos e movimenta a economia americana de várias formas. Não se trata de um produto que chega pronto aos consumidores, há todo um processo envolvido.
✨ O impacto das tarifas pode provocar uma nova queda nas vendas do café solúvel brasileiro para os Estados Unidos.
As tarifas anteriores já resultaram em um aumento de 24% na inflação do café solúvel nos EUA em maio, demonstrando o efeito cascata dessas medidas. Espera-se que a Abics envie um documento formal até 1º de julho, onde consolidará seus argumentos e dados para respaldar a defesa do café solúvel brasileiro.
Contexto
Em fevereiro, o Congresso dos EUA derrubou uma taxa de 50% imposta ao café solúvel brasileiro, que teve um impacto significativo nas vendas, mas logo Trump impôs uma nova tarifa global de 10%.
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